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Covid-19 | Nos Estados Unidos a variante delta já é responsável por 93% dos casos de infecção

A variante delta foi responsável por mais de 93% dos novos casos de COVID-19 nos Estados Unidos durante as duas últimas semanas de julho, de acordo com os dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

quinta-feira 5 de agosto | Edição do dia

A mutação delta do vírus e de suas diferentes subvariantes foi responsável por 93% dos casos sequenciados nas últimas duas semanas de julho nos Estados Unidos.

Inclusive há estados com baixas taxas de vacinação, como o centro-oeste onde estão Kansas, Iowa e Missouri, entre outros, onde esse percentual é superior e chega a 98%.

Como pode ser visto no gráfico a seguir publicado pelo New York Times nos últimos 14 dias as infecções aumentaram 139% e as mortes 49%. Os mapas mostram que os estados mais afetados também são aqueles com o menor número de pessoas vacinadas. Com exceção da Flórida, onde apesar da vacinação, o governo local não toma nenhuma medida preventiva ao mesmo tempo que eliminou todas as restrições e abriu por completo a atividade econômica, gerando uma nova escalada de casos.

Há duas semanas, a diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês), Rochelle Walensky, afirmou que a variante delta era responsável por 83% dos casos sequenciados de covid-19 no país.

No final de maio, essa mutação respondia por apenas 3% das novas infecções da doença, enquanto a mutação alfa era a dominante e causava 69% das novas infecções.

Atualmente, segundo os CDC, a variante alfa (a original) responde por apenas 2,9% dos novos casos.

Há apenas um mês, o otimismo com a proximidade do fim da pandemia reinava nos Estados Unidos devido à eficácia das vacinas, mas a expansão da variante delta e a estagnação da campanha de imunização causam preocupações.

Nos últimos dois dias, o número de internações atingiu níveis não vistos desde fevereiro passado e triplicou em relação ao último mês.

Os Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia, já atinge 35,2 milhões de casos e mais de 614.000 mortes por covid-19, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

Dados dos CDC indicam que até agora 57,9% de sua população recebeu uma dose da vacina, em comparação com 49,7% que receberam a imunização completa.

No entanto, como vários estudos mostram, a vacinação por si só não é suficiente se outras medidas de rastreamento e acompanhamento não forem tomadas para novos casos, especialmente ante a propagação da variante delta ou mesmo o aparecimento de novas variantes. Mas, acima de tudo, é impossível pensar em um horizonte para uma pós-pandemia sem avançar em um plano de vacinação massiva e coordenada não em nível local, mas em nível mundial. E a única forma de o conseguir é quebrando as patentes das vacinas e permitindo a sua produção em todos os laboratórios e países com capacidade para fazer.

Mas até agora tanto as principais potências que estão por trás dos grandes laboratórios quanto a OMS, a OMC e o FMI que vêm alertar sobre a escassez de vacinas nos países mais pobres e a possibilidade de que isso resulte em novas variantes mais perigosas, têm privilegiado os lucros das empresas em detrimento da saúde da população mundial, recusando-se a liberar as patentes.

Essa irracionalidade capitalista é o que está por trás da extensão da variante delta e do possível surgimento de novas variantes. Hoje, longe de pensar em liberar as patentes, as principais potências discutem dar à sua população uma terceira dose das vacinas, entrando assim em uma nova espiral de acumulação das vacinas, enquanto os países mais pobres sequer iniciaram o processo de vacinação ou se mantêm em taxas muito baixas e arriscadas.




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