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Blocos Classistas | No de 2 Outubro, os estudantes da UnB não devem marchar junto com a direita que nos ataca!

Para derrubar Bolsonaro e Mourão, revogar todos os ataques e reformas e dar fim à destruição ambiental, fome e desemprego, não podemos nos aliar com aqueles que nos atacam! À quem interessa estar junto de PDT, PSB, PV, Rede, Cidadania e Solidariedade que votaram ataques como o corte do orçamento das universidades federais que precarizam a vida de estudantes e trabalhadores? Por isso defendemos que as organizações de esquerda conformem conosco um Bloco Classista no ato do dia 2 para que a mobilização não sirva para que esses partidos lavem sua cara.

Caio Rosa Estudante de Relações Internacionais na UnB

quinta-feira 30 de setembro | Edição do dia

Neste sábado serão realizados novos atos pelo Fora Bolsonaro. Isso ocorre após o fracasso chamado às ruas no dia 12 feito pela direita bolsonarista arrependida, representada por Dória, MBL e outros nomes que fazem oposição demagógica a Bolsonaro mas, na verdade, votam com ele a ampla maioria de seus ataques. No entanto, os organizadores da Frente Fora Bolsonaro querem reeditar o chamado à “unidade de ação” estendendo o convite inclusive a partidos burgueses que também prestam seus serviços na aprovação das reformas anti operárias. Assim, partidos como o PDT, PSB, PV, Rede, Cidadania e Solidariedade, que mostraram no dia 12 como não contam com o apoio de nenhum setor popular, se incorporam à mobilização, lavando sua cara da cumplicidade e conivência com muitos dos ataques do governo Bolsonaro.

O Solidariedade, por exemplo, cuja principal figura é o burocrata Paulinho da Força, votou junto com o governo Bolsonaro em 88% das votações na Câmara. PDT e PSB tiveram parlamentares votando junto das reacionárias e bolsonaristas pautas pelo voto impresso e no aumento do fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões. Em Fortaleza, o prefeito do PDT, Sarto Nogueira, sancionou uma lei que estabelece como dever da cidade realizar propagandas e publicidades informativas contra o aborto e o uso de anticoncepcionais, um ataque os direito das mulheres. Sem contar que o Cidadania é o partido do deputado Fernando Cury que assediou publicamente a deputada Isa Penna, do PSOL, durante uma sessão na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Mostrando sua política machista parte da direita golpista e reacionária que ataca diariamente as mulheres.

Apenas esses fatos bastariam para deixar claro que esses partidos burgueses não podem ser nossos aliados na derrubada não apenas do governo Bolsonaro, mas na luta contra o rebaixamento generalizado das condições de vida da classe trabalhadora que os capitalistas através de suas reformas buscam impor. Não apenas esses partidos, mas o restante dos atores do regime que também são nossos inimigos de classe, como o STF, que dá aval para todos os ataques, os milhares de militares pulverizados em todas as áreas do governo, o agronegócio, que quer roubar a terra indígena para avançar em sua devastação ambiental.

Um exemplo que ajuda a tornar real para cada estudante da UnB a cumplicidade desses partidos nos ataques a nossa classe, é o apoio de parte deles à Lei Orçamentária Anual que retirou milhões em verba das universidades, colocando sob risco de fechamento algumas delas. Na UnB esse corte provocou o ataque às políticas de permanência com o aumento do bandejão para R$ 6,10, um dos mais caros do país, e o sucateamento da CEU - que inclusive teve vários de seus moradores intoxicados com marmitas cheias de larvas e plástico, fora o desmoronamento da laje do prédio recentemente.

São os estudantes moradores das satélites e entorno, negras e negros, indígenas, quilombolas e LGBTQIA+ aqueles que estão sendo mais prejudicados. Os índices de evasão apenas aumentam, junto com o desemprego, o trabalho precário, a inflação e a fome, esse é o futuro que querem pra juventude. E é esse projeto que esses partidos de direita defendem, cuja grande maioria foi favorável ao golpe institucional de 2016 e que abriu espaço para Bolsonaro, os militares e toda corja reacionária de extrema-direita que odeia a ciência e a educação pública.

Nesse sentido, a política do PT e do PCdoB, dirigentes das maiores centrais sindicais do país e da UNE, é esperar as eleições de 2022 para eleger um Lula que quer governar o país com todas as reformas e ataques intactos, junto do agronegócio, dos militares, da bancada evangélica e do mais podre da direita golpista. Nada disso resolverá a carestia de vida e os ataques à educação, iniciados nos próprios governos do PT e aprofundados pelo golpe. Tampouco o impeachment, que colocaria o reacionário general Mourão no comando dos ataques, em um novo acordo do regime, seria uma alternativa aos trabalhadores.

Fica claro também que esses partidos não têm interesse em derrubar Bolsonaro agora, por isso não mobilizam a enorme força da classe operária e da juventude com um plano de lutas contínuo unificado e nacional, envolvendo os sindicatos e centros acadêmicos com assembleias de base por todo o país.

Entidades como o DCE da UnB podem cumprir um papel fundamental como instrumento de luta e auto-organização, de forma que os estudantes sejam sujeitos da mobilização aliada aos trabalhadores e mais oprimidos como os indígenas. Nesse sentido, é fundamental que a próxima assembleia geral que ocorrerá dia 30, às 19 horas, tenha pleno direito à voz e voto para todos, na qual possamos debater os rumos do movimento democraticamente; nela, seria possível defender em conjunto com o Afronte! e Juntos do PSOL, PCB - esses que também compõe a direção do DCE com PT, UJS e Levante - a UP, PCO e PSTU, exigências concretas às centrais sindicais e a UNE para que rompam sua paralisia e organizem já a luta pela base em cada local de trabalho e estudo!

É nesse mesmo sentido que nós da Faísca fazemos um chamado a todas as organizações dos trabalhadores e estudantes que são contrários a todos os ataques, que estão à esquerda do PT que mencionamos acima, para que conformem conosco um bloco unitário e classista da esquerda no dia 2, pelo Fora Bolsonaro e Mourão, com clara delimitação dos grupos de direita, contra a conciliação com essa direita golpista e pela revogação de todos os ataques!

A única “unidade de ação” capaz de derrubar Bolsonaro, Mourão e os militares é da classe operária junto com os estudantes e mais oprimidos da sociedade. Por isso, chamamos à construção deste bloco para atuarmos em comum rumo a conformação de um Polo Anti-burocrático nas universidades e sindicatos do país, que seja uma forte voz de exigência às centrais e à UNE. Algo desse tipo poderia impulsionar a luta em cada local de trabalho e estudo para exigir que a burocracia sindical e estudantil rompa com sua paralisia, organize os estudantes e trabalhadores pela base e convoque um plano de lutas rumo à uma greve geral pelo Fora Bolsonaro e Mourão.

Leia mais: Construir um bloco classista da esquerda em Brasília para enfrentar Bolsonaro, Mourão e os ataques




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