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No Pernambuco de Paulo Câmara (PSB) são mais 3 mortes de covid19 por hora, 83 mortes em um dia.

Nesta quarta-feira, 14 de abril, Pernambuco bateu novo recorde de mortes registradas em um dia por covid-19, em 2021. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou 83 mortes, ou seja, são mais de 3 pessoas morrendo de covid por hora no estado.

quinta-feira 15 de abril| Edição do dia

Nesta quarta-feira, 14 de abril, Pernambuco bateu novo recorde de mortes registradas em um dia por covid-19, em 2021. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou 83 mortes, ou seja, são mais de 3 pessoas morrendo de covid por hora no estado. Porém, o mais alarmante nestes números, já absurdos, não é o aumento em si da última marca, pois há poucos dias atrás o teto recorde era de 82 mortes. O que é mais alarmante é que o Estado de Pernambuco, que é governado por Paulo Câmara (PSB), acabou de sair de uma quarentena restritiva, com fechamento do comércio, e segue com o toque de recolher. Ou seja, as medidas que supostamente deveriam servir para diminuir a curva de mortes não tiveram nenhum efeito. Seguimos no pico da segunda onda.

Por outro lado, mesmo com 570 novos leitos de UTI, a taxa de ocupação de leitos segue em 97%, não baixa, continuam lotados, desde do dia 6 de maio está constantemente acima de 95%. Esse outro dado nos dá a dimensão do impacto da velocidade da contaminação e a quantidade de pessoas que chegam a estado grave, levando ao saturamento do sistema de saúde.

As mortes por covid da segunda onda, com as novas variantes do coronavírus, tem afetado cada vez mais os jovens, que passam a preencher as filas de espera por respiradores e leitos de UTI, mas também trabalhadores da saúde e da limpeza, que são os grupos mais afetados pelas mortes. Ou seja, aqueles que estão mais morrendo são aqueles que seguem trabalhando durante a pandemia, expostos, seja nos telemarketings, nas fábricas, ou até mesmo aqueles que trabalham na linha de frente dos hospitais e postos de saúde. Mais uma evidência inegável de que não existem medidas reais de prevenção, nem mesmo para aqueles que trabalham diretamente com o vírus.

Enquanto isso, Bolsonaro segue seu negacionismo, mesmo tendo sido obrigado a defender a vacinação em rede nacional, não deixou de incentivar sua base reacionária de policiais a fazerem motins contra as quarentenas, como fez, por exemplo, na Bahia. Por outro lado, os governadores usam as poucas vacinas disponíveis para dizer que estão fazendo algo, e que se preocupam com a população. Mas isso é uma grande mentira. A verdade é que todas as medidas dos governadores são irracionais, e nem de longe é capaz de proteger a população. Tanto Bolsonaro, quanto os governadores, cada um ao seu modo, estão apenas defendendo o lucro dos empresários que seguem lucrando fortunas durante a pandemia.

Durante toda a quarentena restritiva o transporte público de Recife, governado por João Campos (PSB), está com a frota reduzida, e segue abarrotado, como sempre foi, pessoas espremidas contra as portas e janelas. Enquanto a polícia reprime a população e a juventude nas periferias, as verdadeiras aglomerações acontecem todos os dias, com o aval dos governadores, dentro dos galpões fechados dos telemarketings, da indústria e empresas de serviço, onde o vírus se propaga sob a vigia da patronal.

É mentira que os serviços não essenciais foram paralisados. A fábrica da Jeep em Goiana segue funcionando. Desde quando produzir jeeps é essencial em uma pandemia, ou então bater meta de venda de cartão de banco? Os trabalhadores de grupo de risco, acima de 50, com doenças cardíacas, respiratórias e outras comorbidades não foram afastadas. O Esquerda Diário recebeu denúncias de trabalhadores do Porto de Suape indo trabalhar doentes, com sintomas, até mesmo com atestado médico em mãos indicando a quarentena.

Isso para não mencionar EPIs, como máscara e álcool em gel de qualidade, que nunca foi oferecido seriamente para nenhum trabalhador desse país. Enquanto isso os governadores vacinam policiais, retomam as aulas sem garantia de vacinação para professores e a comunidade escolar. Os governadores jogam os comerciantes para a miséria tirando-os das ruas sem um auxílio emergencial digno, com se $50 pudesse matar a fome de uma família. E ainda por cima culpam a juventude das periferias pelo aumento das contaminações. Essa é a política dos governadores e de Paulo Câmera.

É urgente um plano de emergência de combate à pandemia, que nenhum desses governos fez, e só pode ser arrancada pela força dos trabalhadores. Um programa que garanta, em primeiro lugar, vacina para todos já, quebrando as patentes e estatizando os laboratórios. Mas também inclua testagem massiva, rastreamento e contação de novas variantes do coronavírus, afastamento remunerado do setor de grupo de risco, direito a afastamento remunerado de todos aqueles que apresentarem ou tiveram contato com quem apresentou sintomas, investimento imediato e contratação emergencial de trabalhadores na saúde, paralisação de fato das atividades não essenciais, contratação e reconversão das indústrias para produção dos insumos que faltam hoje, além de um auxílio quarentena de no mínimo um salário mínimo pago pelas fortunas capitalistas que cresceram durante a pandemia.




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