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No Amapá, juízes têm energia elétrica enquanto trabalhadores sofrem rodízio

A população pobre do Amapá está tendo que viver com apenas 6 horas de energia diária, enquanto o estado não mede esforços pra manter a energia elétrica nas casas dos privilegiados juízes, promotores e desembargadores de justiça. Ainda existem muitos bairros que não foram incluídos no sistema de racionamento elétrico, deixando parte da população jogada a própria sorte.

segunda-feira 9 de novembro| Edição do dia

Foto: Albenir Souza/Rede Amazônica

População pobre do Macapá sofre rodízio de energia de 6h e denunciam que nos bairros nobres de juízes, desembargadores e promotores têm restabelecimento completo do fornecimento de energia elétrica. "Existem bairros mais ao extremo que estão sem energia e sem água há mais de cinco dias. Essas zonas não foram inclusas no sistema [de racionamento elétrico]", diz moradora.

Sem luz, sem água ou internet, nos bairros pobres e de trabalhadores do Amapá ocorrem muitas manifestações contra o fato de haver bairros burgueses que têm já energia completa de 24 horas. Na realidade esta relação em que há inúmeros bairros periféricos sem acesso a serviços público essenciais, e outros tantos que sequer foram incluido em um programa remendado de fornecimento em rodízio de energia enquanto que outros bairros já tiveram restabelecimento total do serviços, revela que na verdade são os trabalhadores que estão pagando por uma crise social da pandemia e da precariedade.

Por ora, o governo federal não se posicionou para garantir uma medida eficaz para o fornecimento de energia no estado, o que significa, por sua vez, que Bolsonaro e seu governo, que estimula a privatização de vários setores do serviços públicos, como tenta fazer com que os Correios fossem privatizados, e que agora reflete no Amapá que tornou privado parte da produção de rede elétrica que é justamente a que sofreu maior apagão nas regiões mais pobres do estado.

Fonte: Brasil de Fato




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