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RACISMO NO AEROPORTO DE GUARULHOS | No Aeroporto de Guarulhos, estudante beninense sofre racismo e abuso policial

De acordo com denúncias nas redes, no último dia 31 de março, uma estudante beninense foi vítima de ataques racistas, xenofóbicos e machistas da Polícia Federal quando tentava embarcar em um voo no Aeroporto de Guarulhos, para visitar sua família em seu país de origem, Benin.

segunda-feira 7 de junho | Edição do dia

Foto: Ivanildo Porto

Geraldine viajava com sua filha de dois anos quando foram alvo da violência, humilhação e terror da polícia, que as conduziu, sem nenhuma prova ou até mesmo indício de qualquer crime, para a delegacia. Segundo o relato, a estudante passou horas, entre interrogatórios, acusações de tráfico e mais humilhações. Este caso absurdo de racismo é a cara das forças repressivas brasileiras, como a PF, assim como do governo Bolsonaro.

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A moradora de Belém havia feito uma viagem de 10 horas até São Paulo. Em Guarulhos, embarcaria para seu país de origem, quando foi interceptada sem razão alguma. Suas malas foram reviradas pela PF, que buscava incriminá-la por qualquer motivo para atingir suas metas racistas e de pura perseguição xenofóbica, mas não conseguiram encontrar qualquer desculpa para prendê-la.

O policial afirmou para a estudante que os imigrantes são “muito abusados, vocês chegam no nosso país e acham que podem fazer o que quiserem. Se dependesse de mim, mandava todos vocês para cadeia e arrumava um argumento qualquer para justificar isso". Discurso semelhante vemos na boca de Bolsonaro, que sistematicamente adota uma política xenofóbica nas regiões norte do país. Sem nenhuma prova, Geraldine e sua filha de dois anos foram mandadas para a delegacia.

Durante as horas que passaram toda a madrugada, a mãe chegou a receber uma ameaça absurda e desumana, quando o delegado afirmou que “eles iriam acionar o Conselho Tutelar para entregar minha filha”. Além disso, a PF apreendeu o material que suspeitavam, sem indício algum, de ter relação com cocaína, 22kg de tecidos tipicamente africanos, os quais a estudante vende em sua loja.

“Senti-me ameaçada, fizeram uma pressão psicológica em mim para me forçar a admitir algo que eu não havia feito, pegaram meus celulares me impedindo qualquer registro dos atos, me impediram de praticar atos culturais para acalmar minha filha que estava chorando, me colocaram mais de 5 horas sobre supervisão de dois agentes”

Mãe e filha foram largadas pela às 7 da manhã no local onde foram praticamente raptadas pela polícia racista. Com o voo perdido e sem qualquer auxílio da PF e do Aeroporto, Geraldine está em São Paulo, buscando meios para continuar a sua viagem, interrompida pelo racismo, machismo e xenofobia policial e da direção do Aeroporto de Guarulhos.

Justiça já por Geraldine e sua filha! Para ler o relato inteiro da estudante, acesse este perfil. A família também busca arrecadar uma quantia para que ela possa comprar novamente a passagem e continuar sua viagem até onde ela gostaria, mas que a PF impediu.

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