Gênero e sexualidade

ATOS DIA 29

Neste dia 29, vem com o Pão e Rosas lutar contra Bolsonaro, Mourão e os militares

Chamamos todas as mulheres que querem se enfrentar com o machismo e a exploração que Bolsonaro, Mourão, os capitalistas e todo o regime golpista nos impõe em meio a pandemia, a marchar com as mulheres do Pão e Rosas neste dia 29.

Pão e Rosas

@Pao_e_Rosas

quinta-feira 27 de maio| Edição do dia

A pandemia piorou de forma expressiva o mercado de trabalho para as mulheres, aumenta a violência doméstica, aumenta a fome, aumenta o desemprego, a primeira morte de covid no Brasil é de uma empregada doméstica, aumenta a violência policial, vejam as mães de Jacarezinho. Essas são algumas das manchetes que vemos dia após dia em mais de um ano de pandemia que matou mais de 450 mil pessoas e que atravessa a vida das mulheres no nosso país graças a Bolsonaro, Mourão, todo regime golpista e os capitalistas.

Diante disso, manifestações estão sendo chamadas manifestações em todo país contra o governo neste dia 29. E nós mulheres, sobretudo as negras, somos as que carregamos mais motivos para marchar. Se antes da pandemia nós já carregávamos a conta da crise capitalista nas costas, com a pandemia e a gestão do governo da extrema direita que é machista, misógino e que quer aprofundar ataques a classe trabalhadora, a situação é ainda pior.

Mas nós mulheres também somos a “linha de frente”, colocamos nossos corpos no combate à pandemia. Basta ver quem são a maioria dos trabalhadores da saúde, da limpeza, da educação. Mostramos em todo o mundo aquilo que os capitalistas tentam esconder, que mais do que nunca, a classe trabalhadora é essencial e é ela que move o mundo, e que essa classe trabalhadora é feminina e negra. E essa linha de frente também está presente nas lutas, seja internacionalmente com as lutadoras Palestinas que se enfrentam com o massacre do Estado de Israel, seja as mulheres na Colômbia que estão junto aos trabalhadores se enfrentando com o governo de Ivan Duque.

No nosso país, também vemos que os ares internacionais podem começar a chegar aqui. Vimos a força das trabalhadoras terceirizadas da LG se enfrentando com a divisão da terceirização, trabalhadores da saúde da USP organizando paralisações para defender vacina para todos e mais recentemente as metroviárias fazendo uma forte greve contra Doria e seus ataques. Portanto, motivos para ir às ruas neste dia 29 não nos faltam. Mas porque então as mulheres não tomam as ruas e expressam toda sua força, que vemos hoje a nível internacional, nesse dia 29?

A resposta está no fato de que as centrais sindicais e os sindicatos dirigidos por ela, não estão organizando o dia 29 com reuniões e assembleias de base nos locais de trabalho. Centrais Sindicais como a CUT e CTB, estão à frente de muitos sindicatos pelo país, de professores, metroviários, metalúrgicos, bancários, petroleiros, imaginem se em todos esses locais tivesse uma organização para que os trabalhadores fossem ao ato com seus blocos? Além disso, imaginem se o ato do dia 29 fosse apenas um primeiro passo, um começo para um verdadeiro plano de luta que unificasse os trabalhadores, a juventude que se enfrenta com os cortes nas universidades, as mulheres, negros e lgbts?

Isso poderia abrir caminho para nos enfrentar hoje com a privatização da Eletrobras, que é um escândalo que queiram vender até mesmo nossa luz em meio a pandemia! Para nos enfrentar também com a reforma administrativa que foi aprovada na CCJ e caminha dentro do Congresso para atacar os servidores públicos e assim rebaixar as condições de vida e de trabalho de toda nossa classe. Além de exigir vacina para todos com a quebra das patentes. Por isso, é papel de toda a esquerda exigir que as centrais sindicais organizem pela base as manifestações do dia 29 e também um plano de lutas.

Mas as centrais sindicais seguem essa linha burocrática, sem nenhuma organização pela base, porque são dirigidas pelo PT e PcdoB, que longe de quererem que a luta dos trabalhadores derrotem Bolsonaro e Mourão, querem apenas que nossa força sirva para desgastar Bolsonaro e elegerem Lula em 2022, um Lula que já deixou claro que se governar vai manter todas as reformas e ataques. Além disso, os atos estão sendo chamado apenas por “Fora Bolsonaro”, colocando a política do impeachment, que deixa o caminho livre para que Mourão assuma a presidência, política que é levada a frente também por setores da esquerda como PSOL e PSTU.

Mas nós mulheres não vamos lutar para que assuma o outro defensor da ditadura, que tem Ustra como herói, o torturador conhecido por colocar ratos nas vaginas das mulheres. Não vamos lutar para que Mourão seja nosso carrasco. Por isso, nós do Pão e Rosas defendemos que temos que ir às ruas gritando por Fora Bolsonaro, Mourão e os militares! Mostrando que queremos enfrentar Bolsonaro, Mourão e também o conjunto do regime golpista, com STF e Congresso que são as instituições que seguem nos impondo ataques, como a reforma administrativa.

Além disso, por uma saída independente de todos esses setores, levaremos às ruas a necessidade de lutarmos por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, onde não seja Bolsonaro, Mourão, STF ou Congresso, mas que seja o povo que decida os rumos do país e possa assim levantar um programa para enfrentar a crise sanitária e econômica do país e abrir caminho para um governo de trabalhadores e de ruptura com o capitalismo, esse sistema de miséria que massacra as mulheres.

Por tudo isso, chamamos as mulheres que compartilham dessas ideias a marchar com o Pão e Rosa nas suas cidades. Lutar por nosso direito ao Pão, que significa combater os ataques, garantir empregos e uma vida digna, mas também às Rosas, por uma vida onde as mulheres possam ter liberdade e se emancipar do machismo e de toda exploração capitalista. Vem com o Pão e Rosas nesse dia 29!




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