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“Nem sabia o que era o SUS”, afirma o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

Eduardo Pazuello, atual ministro da Saúde, afirmou nesta quarta-feira (7) que não sabia até “este momento da vida” o que era o SUS (Sistema Único de Saúde). O ministro também minimizou a possibilidade de uma segunda onda da pandemia do coronavírus.

quarta-feira 7 de outubro| Edição do dia

Foto: Agência Brasil/Reprodução

A declaração foi realizada na cerimônia de lançamento da campanha Outubro Rosa, que tem como objetivo a detecção precoce do câncer de mama. Pazuello, que é general do exército e paraquedista, disse: "Eu não sabia nem o que era o SUS, porque eu passei a minha vida sendo tratado também em instituições públicas, mas específicas do Exército".

Conforme trecho veiculado pelo jornal Folha de S.Paulo, o ministro minimizou a possibilidade de uma segunda onda da transmissão do coronavírus: "Sobre pandemia, ficou claro que aconteceu uma diminuição do atendimento, mas não é só do câncer. É de todas as doenças. E quando há esse represamento desses atendimentos, ele vai se juntar com as demandas normais de 2021 que estão pela frente", "a segunda onda é exatamente as doenças e os tratamentos que foram interrompidos ou que não foram começados", disse Pazuello.

Na realidade, o atual ministro da Saúde não tem nenhuma experiência na área da saúde. Durante a sua gestão o número de mortes pela covid-19 aumentou 9 vezes, chegando hoje ao patamar de mais de 147 mil mortes e de mais de 4 milhões de casos confirmados.

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Não é de se surpreender que um general do exército não saiba o que representa o SUS porque nunca dependeu da sua existência. Nunca precisou encarar uma fila de horas para poder ser atendido quando estava doente ou quando um familiar ou amigo precisa de atendimento. Para os militares, nem SUS, nem ataque de reformas contra seus direitos e vidas, são uma realidade.

Exatamente por isso que não existe nenhum sentido em um ministro atuar na organização de algo que é da população, que existe e funciona pelo esforço dos trabalhadores da saúde. São esses trabalhadores que tiram do que ainda existe do SUS, mesmo com os ataques cada vez mais profundos, a força para seguir salvando vidas em meio a pandemia que assola ainda o Brasil. Por esse motivo, o SUS deve ser controlado sob poder operário e não por quem nem se quer se importa se o mesmo está funcionando como deveria ou não.

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