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Negociação entre Vale e MG deixa famílias vítimas da tragédia Brumadinho sem respostas

Decisão sobre ação para reparar famílias vítimas de Brumadinho foi adiada para 2021 por conta de negociações entre Vale e órgãos como ministério público. Próxima de completar dois anos, a tragédia, fruto da agenda de privatizações e da sede de lucro, segue sem respostas.

sexta-feira 18 de dezembro de 2020| Edição do dia

Imagem: Adriano Machado / Reuters

Decisão sobre ação para reparar famílias vítimas de Brumadinho foi adiada para 2021 por conta de negociações entre Vale e órgãos como ministério público. Próxima de completar dois anos, a tragédia, fruto da agenda de privatizações e da sede de lucro, segue sem respostas.

Ficou para 2021 a conclusão de um potencial acordo entre a mineradora Vale, o Estado de Minas Gerais e órgãos como o Ministério Público e a Defensoria Pública no caso Brumadinho. A quarta audiência de conciliação, realizada nesta quinta-feira, 17, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), terminou sem uma conclusão definitiva. A companhia é alvo de uma ação civil pública de R$ 54,6 bilhões.

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Em nota, a mineradora disse: "A Vale permanece empenhada em reparar integralmente os atingidos e comunidades impactadas. As negociações seguem avançando no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), órgão de mediação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)".

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Conforme informações retiradas a Agência do Estado, a próxima audiência para discutir sobre o tema foi adiada para o dia 7 de janeiro de 2021, deixando centenas de famílias sem qualquer resposta e exibindo a necessidade de conformação de uma luta independente, sem confiança na institucionalidade, por justiça.

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Com informações da Agência do Estado




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