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Negacionista Guedes diz que vai retirar o auxílio emergencial para se concentrar nas vacinas

Em discurso gravado na Conferência de Montreal, evento do Fórum Econômico Internacional das Américas, Paulo Guedes, negando dados objetivos da economia e da pandemia, diz que Brasil terá um 2021 com crescimento real.

quarta-feira 16 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: REUTERS/Adriano Machado

"Até o fim do ano vamos retirar o auxílio e vamos nos concentrar em entregar as vacinas" disse Guedes ao reafirmar a ilusão da recuperação em “V” da economia Brasileira, negando as previsões do FMI de que a pobreza e a miséria devem aumentar em decorrência das consequências da pandemia que potencializou a crise econômica que se abriu em 2008, ou o fato de que a recuperação do PIB no terceiro trimestre de 7,7%, foi menor do que a prevista pelos economistas.

Segundo Guedes, não dá para concluir que o País está em uma segunda onda de contaminação por covid-19 e acrescentou que muito em breve, o governo irá apresentar um plano de vacinação massiva da população. O ministro segue a visão de Bolsonaro para quem a pandemia estaria no seu finalzinho, mesmo com o país registrando a maior alta de mortes dos úlotimos três meses com 915 óbitos.

O ministro voltou a citar que é provável que o ano termine com saldo zero no Cadastro de Geral de Empregados e Desempregados (Caged), após somar criação líquida de cerca 1 milhão de vagas formais de julho a outubro, recuperando parcialmente a perda de cerca 1,2 milhão de postos entre março e maio. O ministro ignora os números assustadores de 14,092 milhões de desempregados, 14,6% ou o fato de que os empregos criados são precários e insuficientes para uma vida digna principalmente para os jovens dos quais 77,4% estão nesse tipo de emprego.

O ministro ainda reafirmou que a agenda de reformas não está paralisada, o que significa que o governo seguirá seus planos de aprofundamento dos ataques aos pobres e trabalhadores como a reforma administrativa que busca atacar os direitos dos servidores e privatizar uma série de empresas públicas.

Reivindicou também a autonomia do Banco Central com o argumento de que vai combater a generalização da inflação enquanto naverdade a medida é um grande passo na submissão do Brasil ao capital financeiro estrangeiro.

No país em que os brasileiros fazem emprestimo para comprar comida, os capitalistas parecem estar satisfeitos já que tem utilizado muito bem apandemia para aprofundar ataques ao povo e com argumentos “emergenciais” tem recebido auxíios milionários do governo e conseguido avançar em reformas que beneficiam empresários e especuladores.

Com informações da Agência Estado




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