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#DiaDaVisibilidadeLesbica | Nas ruas pelo direito à saúde e a sexualidade

Ontem caminharam saindo da praça do ciclista, em direção a praça Roosevelt, em unidade mulheres, lésbicas, bissexuais e homens, que apoiam a luta pela visibilidade lesbica, que passa pela reivindicação de uma série de demandas que tem a ver com a proteção à saúde e a qualidade de vida das mulheres lésbicas, vítimas de vários tipos de violência por não atenderem aos padrões de comportamento e sexualidade de uma sociedade capitalista e patriarcal.

segunda-feira 30 de agosto | Edição do dia

Desde o golpe institucional de 2016, essas mulheres tem sido vitimas tambem de umaofensiva reacionaria contra o mov de mulheres, o mov lgbt e negro, pois esses sao os setorers que compoe a vanguarda da maioria das mobilizacoes conra os ataques da crise capitalista. A força dos movimentos de mulheres e LGBTQI+, é capaz de impor nas ruas a conquista desses direitos, se se organiza junto a classe trabalhadora que tudo constrói e tudo produz, que è na sua maioria composta por mulheres, LGBTQI+, negras e negros, que nao tem nada de minoria dentro dessa classe.

Nesse sentido, nós do grupo de mulheres Pao e Rosas, que participamos dessas marchas e nos colocamos desde a nossa fundacao como parte ativa do movimento de mulheres, na luta pela legalização do aborto, por igualdade salarial entre negros e brancos, homens e mulheres, e tambem na luta pelo direito a uma sexualidade livre. Colocamos também a necessidade de lutarmos por justiça por Luana Barbosa e Marielle Franco, assassinadas pela violência patriarcal, capitalista e racista. Luana assassinada por policiais que seguem inocentados depois de quatro anos de seus assassinato por espacamento por ser lésbica. E Marielle que expressa no caso do seu assassinato, uma tentativa por parte do regime do golpe de demonstrar o desejo de que nos mulheres, negras, negros estejamos a margem de qualquer direito democratico minimo que ja haviamos conquistado, como por exemplo o de votar, se candidatar, se eleger e cumprir o seu mandato.

A força da luta das mulheres têm expressado em vários locais do mundo, capaz de enfrentar golpes militares como em mianmar , capaz de enfrentar o talibã como no afeganistão, capaz de enfrentar a ocupação israelense como no Palestina, capaz de enfrentar a extrema-direita do Trump como nos EUA, capaz de lutar por justiça a George Floyd e por cada um dos assassinados pela polícia, e nesse sentido fazemos um chamado a todo o movimento de mulheres, a que com essa força nós nos coloquemos o desafio de incendiar o conjunto da classe trabalhadora para colocar uma saída contra esses reacionários que perseguem o movimento de mulheres no Brasil, que tem a frente figuras horrendas e reacionárias como Damares Alves, Bolsonaro e Mourão.

Fazemos esse chamado desde o grupo de mulheres Pão e Rosas, para que nos coloquemos na linha de frente da luta e em exigência as centrais sindicais como a CUT e a CTB (PT e PCdoB) e organizações estudantis como a UNE (PCdoB), para que organizem um sério plano de luta em unidade dos trabalhadores com a juventude, ao contrário das políticas midiáticas e passivas que tem assumido, permitindo a implementação de diversos ataques que afetam diretamente as mulheres e a juventude.

Veja fala de Leticia Parks na marcha pela visibilidade lésbica hoje em SP:




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