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Lula/Alckmin | “Não vejo nenhum problema dele ser meu vice” escreve Lula no Twitter se referindo ao reacionário Alckmin

A aliança Lula-Alckmin vai se tornando cada vez mais concreta para as eleições de 2022. Em Tweet Lula praticamente convoca Geraldo Alckmin dizendo que só falta ele escolher um partido. Qual partido e com qual programa pouco importa para Lula que está ansioso por governar. Mas governar como, com quem e para quem? Essa é a questão.

terça-feira 15 de fevereiro | Edição do dia

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O PT, que dirige a maior central sindical do país, a CUT, aposta todas suas fichas nas eleições para derrubar Bolsonaro. Mas aposta suas fichas em aliança com a direita mais grotesca na figura do golpista Geraldo Alckmin e não em aliança com a classe trabalhadora que amarga um dos piores momentos da história do país com as reformas trabalhista e da previdência, defendidas por Alckmin. Lula se reuniu também já com outras figuras como Renan Calheiros e busca alianças com os mesmos setores que promoveram o golpe institucional para avançar nos ataques que o PT já vinha fazendo.

A promessa de voltar a governar como antes, nos primeiros anos dos anos 2000, não passa de promessa sem fundamento, pois não havia a crise internacional, a pandemia e o regime do golpe. A trajetória que Lula e o PT fazem rumo às eleições de 2022 é muito semelhante à trajetória que levou ao golpe. Alianças com a direita e com empresários oligarcas pela chamada "governabilidade". Essa tal governabilidade na prática significa seguir descarregando a conta da crise sobre os de baixo.

Foi assim, defendendo a conciliação de classes, que o PT governou 13 anos, atendendo os interesses dos capitalistas, aumentando a terceirização, com os “bancos lucrando como nunca”, fortalecendo setores como agronegócio e igrejas evangélicas, até que os interesses do mercado financeiro e internacional buscaram uma opção que pudesse acelerar e aprofundar os ataques à classe trabalhadora naquele momento, arquitetando o golpe.

Tirar Bolsonaro e a extrema direita é uma tarefa das ruas e qualquer opção eleitoral verdadeiramente de esquerda, com independência de classe, deveria fortalecer a luta pela revogação de todas as reformas, não há outra saída para a classe trabalhadora senão tomar em suas próprias mãos os rumos do país. A experiência argentina com Alberto Fernandes da esquerda conciliadora de lá nos dão uma pista do que será um possível governo Lula no Brasil. É preciso derrubar Bolsonaro e a extrema direita, mas não só para pôr no lugar uma botina mais colorida a nos pisar. É preciso lutar por um programa que efetivamente beneficie os trabalhadores, como pela pauta do não pagamento da fraudulenta dívida pública que rouba quase a metade dos 3 trilhões de reais do orçamento do país e a revogação integral da reforma trabalhista do golpista Temer. O PT em seus 13 anos de governo foi fiel pagador dessa fraude.

Leia também: Lula buscando alianças com a direita se reúne com oligarca e golpista Renan Calheiros




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