Política

VACINA PARA TODOS JÁ!

Não somos telespectadores da CPI, lutemos nas ruas por vacina para todos!

Enquanto o Senado golpista se esforça em nos manter como telespectadores de sua grande trama, a CPI, o Brasil ultrapassa as 450 mil mortes por Covid. Nem 10% da população brasileira foi vacinada, e a escassez da vacina segue aumentando, assim como as mortes, o desemprego e a fome. Porém, a preocupação de Bolsonaro, Mourão, STF, Congresso e governadores é aprofundar ainda mais os ataques, passando mais ataques, como os cortes nas federais, as privatizações e demissões, contra os trabalhadores e a juventude. Não somos telespectadores desse Big Brother, no dia 29 devemos massificar os atos e lutar nas ruas, também por vacina para todos já e com quebra das patentes!

Luiza Eineck

Estudante de Serviço Social na UnB

terça-feira 25 de maio| Edição do dia

Foto: Fila de vacinação contra a Covid; Fonte: O Globo

O número de mortes no Brasil ultrapassou os 450 mil, um número que é a expressão da política negacionista de Bolsonaro, Mourão e militares, mas também de uma política totalmente subordinada aos lucros dos empresários e de total descaso da população que inclui o STF, Congresso Nacional e governadores. Que seguem passando todos os tipos de ataques aos trabalhadores e à juventude. Nesse marco, mais de 20 dias se passaram desde o início da CPI da Covid, a escassez da vacina segue aumentando, assim como as mortes, a fome e desemprego. Nem 10% da população brasileira foi vacinada.

A CPI, que tem como protagonistas os golpistas Renan Calheiros e Omar Aziz, vem se tornando um verdadeiro espetáculo em Brasília. Na semana passada foi a vez do show de horrores do ex-ministro da Saúde, Pazuello, protetor de Bolsonaro e que esteve à frente do colapso da saúde em Manaus e que seguiu mentindo descaradamente sobre a condução da pandemia. Hoje foi o dia do depoimento da secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a Capitã Cloroquina, que também mentiu ao dizer que o Mistério não teve culpa sobre a situação de Manaus e a recomendação de medicamentos sem comprovação científica.

Assista: ED Comenta: Pazuello na CPI da Covid

Mas por que a CPI segue tomando as cenas, ou ao menos tentando, nas últimas semanas, se sabemos quem são os culpados por essa situação e pela falta de vacinas? A mídia golpista e burguesa, como a Globo, está trabalhando arduamente para que ela continue no centro dos holofotes. E, claro, que os golpistas que atuam como heróis na CPI, estão adorando as luzes apontadas para eles, pois assim fortalecem as saídas e canalizam a nossa luta por dentro das instituições do regime do golpe institucional de 2016 frente à um cenário de mobilizações internacionais, como Colômbia e Palestina, e focos de resistência nacionais, como a greve do Metrô-SP na semana passada, que foi totalmente distorcida pela mídia burguesa. Essa semana, vemos que esses novos ares de mobilização, de fato, podem chegar ao Brasil e por isso, temos de batalhar pela massificação das mobilizações convocadas para o dia 29 de maio e confiar apenas nas nossas forças, trabalhadores ao lado da juventude, mulheres, negros e lgbts para dar uma resposta concreta para a crise, para a escassez de vacina (que é consequência direta das patentes milionárias que não permitem a produção massiva de vacina para todos), para as mortes, a fome e o desemprego.

Rumo ao dia 29M: 5 motivos para unificar estudantes e trabalhadores nas ruas no dia 29 de maio contra Bolsonaro

O capitalismo e seus governos se mostraram incapazes de conter um vírus durante essa pandemia. Estão preocupados apenas com os lucros exorbitantes dos grandes empresários e com as milionárias patentes das vacinas. E nesse cenário de aprofundamento da crise aproveitam para nos atacar ainda mais. Não à toa nos querem como telespectadores da CPI, enquanto no canto da sala tentam privatizar a Eletrobrás, os Correios, aprovar as demissões coletivas e avançar com a Reforma da Previdência. São essas mesmas alas do regime que aprovaram os cortes das universidades federais. A catástrofe sanitária foi orquestrada por todos, e agora tentam sair ilesos, seja pela CPI numa tentativa de "desgastar" Bolsonaro, seja pelo impeachment ou por uma espera passiva das eleições de 2022.

Mas na realidade morrem de medo que façamos do Brasil uma Colômbia, mostrando a força da nossa classe e que não somos telespectadores da CPI! Só a nossa mobilização, agora, pode responder a essa crise, defendendo nas ruas vacina para todos com quebra das patentes e sem indenização para as empresas, junto de um programa emergencial de combate à pandemia.

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É isso que precisamos defender, também, nas ruas no dia 29, mas infelizmente a esquerda, como o PSOL, mas também a UNE, dirigida pelo PT, PCdoB e Levante Popular que convocam o ato, seguem se adaptando às saídas institucionais e não cancelando o pay per view da CPI da Covid. Uma CPI que em nenhum momento a centralidade do debate foi resolver a crise que vivemos, a vacinação, as mortes, a fome e o aumento da precarização da vida população. Ficando bastante claro quando veio à tona a escandalosa situação das doses da Pfizer, que nem a CPI nem o dono da Pfizer estão preocupados com a vida. A vacinação não pode depender da negligência assassina de Bolsonaro, dos lucros da Pfizer, e nem dos que vestem toga ou terno! Tomemos essa luta em nossas mãos para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.

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Leia o Editorial do MRT e Esquerda Diário: Novos ares de mobilização e a adaptação à agenda da CPI: confiar nas forças da nossa classe e da juventude




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