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VACINAÇÃO | Não é momento de ficar falando de furar fila, diz Queiroga defendendo que ricos furem fila

Em visita a Porto Alegre, o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu a compra de vacinas pelo setor privado, pois isso poderia "acelerar a vacinação". Na verdade, isto apenas legaliza que ricos e empresários poderiam furar a fila da vacina, comprando suas próprias doses, enquanto o resto da população espera sua vez em meio a falta de vacinas.

quinta-feira 8 de abril | Edição do dia

(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Queiroga disse que não iria comentar sobre a lei aprovada no Congresso Nacional que permite a compra de vacinas pelo setor privado, sem doação ao SUS, e disse apenas que a "lei deve ser cumprida".

Ele defendeu ainda a logística brasileira, afirmando que o país estava conseguindo atender a demanda por oxigênio, apesar de diversos estados apresentarem problemas com abastecimento e pacientes terem que dividir cilindros de oxigênio e respiradores.

Veja mais: Mais de mil cidades brasileiras têm problemas com abastecimento de oxigênio

Mostrando sua veia privatista, ele reivindicou a atuação da iniciativa privada na pandemia. "Ontem mesmo recebemos concentradores de oxigênio de uma empresa privada e agora é momento de união no país e não ficar falando de furar a fila."

Veja também: Com 4.195 mortes no dia, congresso permite que empresários furem a fila de vacinação

No momento de recorde de mortes, colapso do sistema de saúde em diversos estados e atrasos na vacinação, a quebra das patentes das vacinas tem grande importância, pois permitiria verdadeiramente avançar com a vacinação massiva da população muito mais rapidamente, e não dos poucos ricos que puderem comprar.

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