×

POR UM CORREIOS 100% ESTATAL! | Não à privatização dos Correios, que significa precarização para nós e lucro aos capitalistas

Projeto entra em pauta hoje na Câmara dos Deputados com objetivo de privatizar 100% da empresa estatal. Lira, Guedes e Bolsonaro, atuam em prol do capital americano como o Jeff Bezos, da Amazon, que tem interesse na estrutura logística dos Correios. Fora Bolsonaro e Mourão! Contra a privatização dos Correios!

Calvin de OliveiraEstudante de Geografia da UFF - Niterói

terça-feira 6 de julho | Edição do dia

Arthur Lira incluiu a privatização dos Correios como pauta prioritária da Câmara dos Deputados, podendo ser votada ainda hoje, mas com objetivo de avançar até antes do recesso legislativo. Diferente de outras privatizações, essa tem toda a empresa a ser privatizada e não só “uma parte”. Ou seja, é acabar com uma empresa logística estatal.

Privatização é também acompanhada de venda de unidades da Petrobras no Alagoas e anúncio de nova prorrogação do auxílio emergencial até a data do novo “Bolsa Família" de Bolsonaro. O Governo Bolsonaro mira em precarizar e privatizar tudo, por um lado, acabando com qualquer direito trabalhista e por outro liberando um auxílio que mal serve para complementar a renda. Nos Correios é clara a intenção, abrir espaço para Amazon de Bezos e Biden no Brasil, agradar e deixar crescer o que é junto com ifood e rappi, as novas formas de exploração de trabalho de 12 a 14h em pé em centros de distribuição americanos, que só deixam o já homem mais rico do mundo, mais rico. Ainda que haja empresas como Magalu e Mercado Livre na disputa, o objetivo ainda é o mesmo: só mudam as figuras.

Veja mais: O que a reunião da CIA com Bolsonaro revela sobre a crise política

Por outro lado, é abrir espaço no orçamento para pagar ainda mais a dívida pública, que é um mecanismo de especulação financeira e dependência dos cofres brasileiros com os bancos imperialistas. Representa a maior parte do orçamento do Estado, tirando dinheiro de saúde e educação, ainda mais necessários num cenário pandêmico. Bolsonaro e Lira nesse sentido estão unificados em arrancar da classe trabalhadora, dos negros, dos LGBT’s, da mulheres e da juventude a última gota de suor para manterem seus privilégios e a burguesia ainda mais rica.

No último dia 3J saímos as dezenas de milhares em todo país mais uma vez contra Bolsonaro, mas infelizmente as direções da nossas manifestações se recusam a ir além do impeachment e da confiança em Lira como se a pressão sobre ele e o Centrão significasse algo de progressivo, fazendo ao invés disso massivas assembleias de base, em cada trabalho, universidade e escola reforçando a necessidade de lutar contra Bolsonaro - mas também contra Mourão, e que a decisão sobre os destinos do país tem que vir das ruas e da mobilização da classe trabalhadora. Não dá confiança em setores, como o PSDB que vai votar junto com Bolsonaro e Lira a favor da privatização dos Correios, como fizeram e fazem Lula, o presidente do PSOL e até o PSTU.

Lula, por exemplo, tweetou contra a privatização, mas tem planejado aliança com apoiadores da privatização, além da UBES(União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) dirigida pelo PT ter chamado Luiza Trajano, dona da Magalu(interessada na privatização dos correios), ao seu seminário de educação.

Leia mais: Priorizando reformas e estabilidade, Lira não vê fato novo que justifique queda de Bolsonaro

Precisamos derrotar Bolsonaro agora! Esse é o principal lema das manifestações e sem dúvida certo, mas o que significa tirar Bolsonaro, deixando Mourão na presidência, Correios e Eletrobras privatizada e Lira fortalecido junto com o Centrão? Esse é o fim, infelizmente, daqueles que comemoram que Joice Hasselmann e Kim Kataguiri estavam em unidade com a esquerda, que esquerda é essa que quer unidade com os setores mais reacionários do país?

Nós do MRT, do Esquerda Diário e da juventude Faísca, saímos às ruas no dia 3J contra Bolsonaro e Mourão e os ataques, como é a privatização dos Correios, e para que a nossa luta imponha uma nova Constituinte, em que num momento de crise política e que se apresentam CPI e impeachment, discutamos o porquê pagamos a dívida pública enquanto morreram mais de 500 mil pessoas por covid e não destinamos essa verba à saúde e pesquisa, porque querem agradar Biden com a privatização dos Correios e não um Correios 100% estatal sob o controle dos trabalhadores à serviço da população. Viemos defendendo a necessidade de uma Greve Geral para paralisar o país e por isso chamamos a esquerda a romper com a política de se unificar com o PSDB e PSL e levantar um comitê pela Greve Geral que pressione a CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB por uma Greve Geral.

Acompanhe ao vivo: "Brasil não é para amadores: 3J e o encontro da CIA com Bolsonaro"




Comentários

Deixar Comentário


Destacados del día

Últimas noticias