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Na volta do Ensino Remoto a UERJ, muitos calouros seguem sem conseguir assistir as aulas

Estudantes de diversos cursos estão tendo dificuldade para acessar as aulas e denunciam que não receberam nenhuma ajuda ou contato da reitoria. O dito pacote de inclusão digital que foi entregue a alunos antigos não foi entregue aos novos alunos.

sexta-feira 12 de março | Edição do dia

Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, estudantes do primeiro período da universidade, em meio a várias dificuldades de estudo diante da pandemia, como o impacto do desemprego, estão enfrentando dificuldade para conseguir acompanhar as aulas do ERE(Ensino Remoto Emergencial).

A principal reclamação destes é o fato de ficarem totalmente largados pela reitoria, que em nenhum momento entrou em contato com os novos alunos, não oferecendo nenhuma ajuda ou auxílio referente ao acesso às aulas, enquanto as mesmas seguem ocorrendo, com demanda de leitura de textos e a realização de trabalhos e posteriormente avaliações.

No Esquerda Diário já viemos relatando a dificuldade do acesso remoto pelo Brasil o quanto ele é excludente, elitista e como em quase todos os locais, foi imposto de cima pra baixo, sem nenhuma consulta ou debate com os estudantes das universidades.

Na UERJ não foi diferente. A reitoria de Ricardo Lodi implementou o Ensino Remoto sem nenhuma consulta aos estudantes e cinicamente ofertou auxílio-ensino para maquiar a falta de debates e a normalização do precário e excludente ERE.

Defendemos a assistência estudantil como algo fundamental para a permanência dos estudantes (com pandemia ou sem), principalmente aos mais pobres e negros, que estruturalmente são os que mais têm as condições prejudicadas pela crise e que consequentemente os auxílios de inclusão digital têm papel mínimo de suprir as carências estruturais. Achamos por isso que a reitoria deveria garantir imediatamente, visto que a mesma fez iniciar as aulas mesmo sabendo que alunos têm suas dificuldades agravadas com a falta do mesmo.

Alunos da UERJ já vinham relatando a dificuldade de acesso no período passado, como relatamos nesta nota. Agora temos um novo período remoto emergencial em que novamente os alunos se veem largados.

DCE CONTINUA ATUANDO COMO DEPARTAMENTO DA REITORIA

Para completar esse cenário de descaso absurdo, temos a pífia e absurda atuação do Diretório Central dos Estudantes da UERJ, que serve como porta-voz da atuação da reitoria, legitimando todos os mandos e desmandos de Ricardo Lodi.

Esta entidade que a anos é dirigida pelo PT, por meio de suas juventudes, pelo PCdoB, por meio de sua juventude chamada "UJS", em nenhum momento procurou os alunos ingressantes para saber das demandas e preocupações dos novos alunos, que já entraram na universidade em meio a todo este caos, sem saber como e se de fato conseguiriam estudar.

Enquanto deixam os calouros nesta situação, também seguem deixando de lado toda a potencialidade dos estudantes de conjunto da UERJ. Vamos para mais um ano de pandemia e este Diretório realizou apenas a superficial plenária por Centro Setorial no ano passado.

Vemos diariamente a urgente necessidade de estarmos lado a lado dos trabalhadores, exigindo garantias mínimas democráticas, assim como não aceitando nenhuma demissão e nenhum ataque que os capitalistas descarregam sobre a gente na troca de seus lucros, mas com um DCE que não se propõe a isso ficamos ainda mais para trás.

Todo este cenário reforça a linha de como o Ensino Remoto aos moldes de como tem se dado é de fato excludente e além disto, numa universidade de características tão populares como é a UERJ se mostra uma prática racista, onde assiste quem pode e quem não pode se prejudica e/ou tem de largar ou trancar a faculdade.

Em meio a crise sanitária, política e social, em que no Brasil a extrema direita faz total descaso com nossas vidas, tendo Bolsonaro, com a ajuda de Mourão, STF e todos os golpistas que sustentam o regime de golpe, descarregando a crise capitalista nas costas da classe trabalhadora, se torna ainda mais absurdo essa paralisia causada pelas correntes que dirigem o DCE.

Por isso achamos que desde já o DCE tem que convocar assembleias para que os estudantes possam debater democraticamente e estar se organizando para enfrentar não só os desleixos da reitoria como também toda a crise que marca a nossa geração.

Conheça a Juventude Faísca.




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