Política

29M RECIFE

Na véspera do 29M e por fora de assembleias, PSOL-PE tenta desmobilizar. Todos ao ato!

sábado 29 de maio| Edição do dia

Para essa sexta-feira, 29 de maio, tem sido convocadas mobilizações de estudantes no conjunto do país contra os ataques do governo Bolsonaro e governos estaduais que tem gerado cortes na educação e chegado ao ponto de ameaçar a existência de algumas universidades do país. No país inteiro, a consigna da rebelião colombiana que os estudantes têm tornado suas é que “quando o povo sai nas ruas em meio a pandemia, é porque o governo é mais perigoso que o vírus”.

No entanto, tomando uma decisão unilateral e por fora de qualquer consulta democrática, o diretório estadual do PSOL e o Diretório Central dos Estudantes da UPE, decidiram, numa postura inaceitável, publicar notas em plena sexta a noite orientando aos estudantes a não irem no ato.

Nos distintos setores dos estudantes o estado de ânimo é de buscar fazer algo frente a situação de descalabro que estamos, e não poderia ser diferente. Muitos estudantes sentem que não dá pra ficar parado em um país com 20 milhões de pessoas na fome e 460 mil mortes de Covid, com um governo negacionista de Bolsonaro e um regime político que não para de fazer novos ataques, pela via do parlamento ou do STF.

As direções de entidades estudantis como a UNE e de centrais como a CUT não articularam uma grande unidade dos estudantes com os trabalhadores, convocando ações separadas e meramente simbólicas, mesmo com inúmeras expressões de que a disposição tem sido forte na juventude e greves de trabalhadores no país, como vimos na cidade de Recife com as enfermeiras e os rodoviários. Das direções tradicionais e conciliadoras não se poderia esperar algo distinto, mas do PSOL, que se coloca como oposição de esquerda, orientar a desmobilização em plena sexta-feira à noite?

Na nota que está sendo encaminhada pelas redes sociais, assinada pelo DCE da UPE, que é dirigido pelas correntes majoritárias da UNE, fala em uma “orientação” do Ministério Público contra as aglomerações, como se a orientação do judiciário brasileiro fosse “neutra” frente as aglomerações. Por que não fizeram nenhuma orientação frente aos trens e ônibus lotados todos os dias? Por que mantém os trabalhadores nas fábricas e comércios sem a menor preocupação sanitária, espremidos aos milhares nos transportes e agora frente a um ato político se tornaram os paladinos das preocupações?

Não podemos cair nessa chantagem. Todos os estudantes da base que discutiram nos cursos, em assembleias e mesmo que se auto-organizaram para aqui no Recife ser parte dos atos nacionais onde a juventude pode começar a mostrar outro caminho, não podem ceder a pressões na véspera do ato. A postura do PSOL-PE é absurda, e mostra que não querem oferecer nenhuma alternativa nem as direções tradicionais da UNE e da CUT, nem às pressões do judiciário golpista brasileiro.
Todas e todos ao ato, 9h, praça do Derby, com os cuidados sanitários. Esse é o chamado que fazemos a partir do Movimento Revolucionário de Trabalhadores e da Juventude Faísca do Recife.




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