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SAÚDE PÚBLICA DE MG

Na pior fase da pandemia em MG, Zema desconta na remuneração de profissionais da saúde

Esse mês alguns trabalhadores da saúde de Minas Gerais receberam menos pelo seu trabalho, sem sequer explicação do governo de Romeu Zema.

quinta-feira 4 de março| Edição do dia

Foto: Pedro Gontijo/Agência Minas

Com o fim do mês, vários trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais receberam menos pelo seu trabalho na linha de frente, quando a pandemia está no pior momento no Estado. O governo de Romeu Zema sequer notificou ou justificou os descontos de até R$1.000 na remuneração dos profissionais.

Segundo denúncias anônimas dos trabalhadores da Fhemig ao Esquerda Diário, há cerca de dez anos não há reajuste salarial na categoria, e para pagar suas contas, os profissionais precisam de ajudas de custo. É reivindicação da categoria a incorporação da ajuda de custo no salário, para que esse valor seja recebido também nas férias, não seja descontado nas licenças, conte no calculo das aposentadorias, e, principalmente, não corra o risco de ser retirado a qualquer momento, como acontece agora.

Recebemos também denúncias de que os trabalhadores dessa fundação que estão lidando diretamente com o atendimento à Covid não estão recebendo nenhum complemento no salário, como insalubridade especial.

Zema corta a remuneração da linha de frente, avança em privatizar hospitais, tendo colocado a primeira OS na Fhemig, planeja o retorno presencial das aulas e, contraditoriamente, anuncia lockdown para algumas regiões do Estado. Como o governador-patrão que é, se inspira em João Doria, ao mesmo tempo que sempre foi bolsonarista. É uma prova de que o conjunto das instituições e atores desse regime político nada tem a oferecer aos trabalhadores e oprimidos.




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