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"Na MP somos essenciais, mas na hora da vacina não" diz trabalhadora dos Correios do RN

Os trabalhadores dos Correios estão entre as categorias consideradas essenciais de trabalho, e seguem desde o começo da pandemia garantindo as entregas da população, se expondo para chegar ao trabalho, se descolando entre agências e nas ruas entre as casas. Contudo, não estão inclusos no grupo prioritário e seguem todos os dias temendo a contaminação de suas famílias e amigos.

quinta-feira 25 de março| Edição do dia

Uma trabalhadora dos Correios da cidade de Natal nos relata a angústia dessa situação. “Acho um absurdo essa medida provisória que nos colocou como essencial e na hora da vacina não somos, ficamos expostos pegando ônibus e tendo contato com a população direto”.

É a realidade de uma série de categorias, como trabalhadores de supermercado, entregadores de aplicativo, inclusive nos call centers, considerados essenciais. A falta de vacinas e a não prioridade desses trabalhadores que seguem se expondo é expressão de como Bolsonaro, os governadores, junto dos militares e juízes, não fazem nada para se opor aos interesses das grandes farmacêuticas, protegendo suas patentes ao invés de nacionalizar os laboratórios para produção de vacina para todos.

Os trabalhadores dos Correios realizaram uma forte greve ano passado contra a privatização da empresa e em defesa de um melhor serviço para a população, em meio ao cenário de diversos colegas se contaminando e perdendo a vida pelo descaso com suas vidas por parte do governo Bolsonaro. Que a CUT e CTB organizem um plano que de fato mostre a força dos trabalhadores para impor um plano de emergência de combate a pandemia, que inclua não só a vacina, mas testes para todos, expropriação de salas de hotéis para isolamento racional e voluntário, controle genômico, e garantia de um auxílio de ao menos um salário mínimo para todos os informais e setores não essenciais, que devem ser imediatamente liberados.




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