Política

GOVERNO BOLSONARO

Mourão recebe R$60mil/mês mas quer outra reforma da previdência em 6 anos para que ela seja "ótima"

Com rendimentos oficiais que somam mais de R$60mil ele opina que esta brutal reforma ainda é pouco, que seria necessária uma nova em 6 anos. Ele também anunciou seu explicito apoio a destruição do patrimônio nacional com as privatizações e que quer uma reforma política que significaria restringir partidos e dar mais facilidades para os donos do país imporem sua vontade.

segunda-feira 15 de julho| Edição do dia

Uma agenda de ataques para acabar com os direitos de todos trabalhadores, reduzir a cinzas patrimônio público e destruir os serviços públicos, acabando com os funcionários concursados, deixando-os se aposentar sem que ocorra substituização, para assim abrir mais caminho à privatização e terceirização. Para coroar esse programa de governo defende uma reforma política que leve a restringir a liberdade partidária e assim facilitar o manejo do país pelos capitalistas e pelas instituições.
Todo esse sanguinário programa foi anunciando por quem acumula uma aposentadoria de R$30,2mil com o salário de mais de 30 mil reais como vice-presidente, isso só no vencimento oficiais e sem nenhum dos intermináveis “auxílios” a que tem direito a cúpula política e militar do país. Mas, se acreditarmos no discurso dos governantes e da grande mídia os privilegiados seriam os trabalhadores e não essa casta togada, militar, e política...

Não se sabe ainda se Mourão fez essas declarações anunciando prioridades de governo, como vice-presidente, ou se busca se localizar como uma ala no mesmo, como parte dos atritos e conflitos que tanto permearam o governo Bolsonaro e o regime no último período. Está claro que Guedes e Bolsonaro estão preparando novos ataques, seja nas privatizações, seja na educação, também está claro que o Senado procura mostrar serviço a Bovespa preparando leis em tramitação urgente que levem a demissão de servidores públicos e a uma nova reforma trabalhista. Mourão pode estar tentando também colher frutos junto ao mercado. Justamente o “auditório” de suas falas de hoje.

O vice-presidente Hamilton Mourão disse que em até seis anos a Previdência terá que voltar a ser discutida, uma vez que a reforma previdenciária que agora tramita no Congresso está encaminhada, mas "não da forma como nós, governo, gostaríamos". A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira, 15, em evento no Rio. “Daqui a cinco, seis anos, nós vamos estar novamente discutindo isso aí", disse o vice-presidente, segundo informações da Agência Brasil.

A fala de Mourão, feita no II Rio Money Forum, foi fechada à imprensa e reproduzida pela agência oficial do governo.

Mourão também saiu em defesa da venda de estatais como maneira de resolver problemas fiscais, já que todos recursos de vendas de estatais vai para a dívida pública, segundo lei da época FHC. "Vamos privatizar o que tiver que ser privatizado".

Insatisfeito, ainda propõe extinguir aos poucos o serviço público: "Não vamos contratar ninguém pelos próximos anos. Vamos fazer uma diminuição do tamanho do Estado, de forma branda", disse Mourão.

O vice-presidente ainda defendeu que o Congresso abrace a pauta da reforma política tão logo sejam concluídas as votações da reforma previdenciária. Mourão argumentou que "o ideal é que tivéssemos cinco partidos, quando muito sete", disse o vice-presidente. Ele também defendeu a adoção do voto distrital, um tipo de voto onde cada vereador e deputado representará uma determinada região que terá somente 1 representante, facilitando que sempre seja um endinheirado ou amigo dos endinheirados: “a grande coisa é o voto distrital”.

Nas falas de Mourão, nas múltiplas leis em tramitação na Câmara e no Senado para aprofundar ataques, nos anúncios de Weintraub sobre a educação, no plano de Guedes de privatizações, nota-se cada ministério, cada ala do governo e do regime um teste para ver por onde mais atacar, o que priorizar. A garantia de passividade da luta de classes brindada pela burocracia sindical, a facilidade em construção de maiorias com o inegável apoio dos governadores do PT, permitem essa calma e teste ao governo de extrema direita e a todos outros golpistas. É necessário tirar lições da atuação das correntes políticas, das centrais sindicais, dos sindicatos e organizações estudantis para que se possa organizar a continuidade da luta contra a reforma da previdência e cada um dos outros ataques, dessa vez tomando a luta em nossa mãos, garantindo a auto-organização dos trabalhadores e dos estudantes desde a base para superar esses limites.




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