Política

FORA BOLSONARO E MOURÃO

Mourão quer reeditar Reforma da Previdência: precisamos derrubar todas as reformas

O vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmou em entrevista em diálogo com o capital financeiro ao InfoMoney, que pretende enviar novo projeto de Reforma da Previdência ao Congresso, para atacar ainda mais os trabalhadores e o povo pobre e aprofundar a salvação dos privilégios de políticos e militares.

segunda-feira 12 de abril| Edição do dia

Foto: Veja

O militar diz que somente uma nova Reforma faria o país ter “responsabilidade fiscal”. E isso acontece duas semanas após sua comemoração do golpe militar de 64 no Twitter: “Neste dia, há 57 anos, a população brasileira, com apoio das Forças Armadas, impediu que o Movimento Comunista Internacional fincasse suas tenazes no Brasil. Força e Honra!”

Mourão está junto a Bolsonaro, que, em 2019, atuou fortemente para garantir que os salários e os privilégios das Forças Armadas não fossem tocados pela Reforma da Previdência. Afinal, as forças repressivas precisavam estar satisfeitas para cumprir melhor seu papel de massacrar manifestações e amedrontar a população trabalhadora, pobre e negra no dia a dia.

Bolsonaro deu aumento de salário às Forças Armadas e garantir condições completamente diferentes em suas aposentadorias, com valor integral do último salário e manutenção da aposentadoria especial mesmo com condenação criminosa.

Não espanta que um dos principais colunistas político do Globo, Merval Pereira tenha dito na semana de comemoração do golpe de 64, tenha defendido Mourão: “Mourão tem tido comportamento correto diante das grandes crises, demonstra bom senso na maior parte das vezes, coloca-se como alternativa natural ao gênio explosivo de Bolsonaro, sem precisar fazer declarações críticas, apenas usar o bom senso". Como se o exército e as Forças Armadas não estivessem completamente metidas no governo Bolsonaro e também fossem responsáveis, junto aos governadores, pelas milhares de mortes por covid.

Esse é o projeto do golpe institucional de 2016, orquestrado pelo Judiciário e tutelado pelos militares: descarregar a crise com ataques e reformas, desprezando as mortes por covid, nas costas dos trabalhadores, das mulheres, dos negros e LGBTs, salvaguardar os lucros dos empresários, do capital financeiro e garantir o bem estar dos políticos, juízes e militares.

As reformas são medidas que levam ao desemprego profundo que o país vive, e à realidade de trabalho precário, uberizado, que boa parte dos jovens trabalhadores lidam cotidianamente.

Cada vez mais é evidente que os trabalhadores tem que se organizar junto aos setores oprimidos e se unificar para anular todos os ataques aprovados por Bolsonaro e toda a corja parasita golpista, e todos os que podem vir.

Por isso, é mais urgente do que nunca que as lutas em curso não sejam isoladas. Cada solidariedade e unificação com as trabalhadoras metalúrgicas da LG e suas fornecedoras que lutam contra o fechamento da fábrica, os metroviários de São Paulo, rodoviários em todo o país, são imprescindíveis. E as centrais sindicais, como a CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e pelo PCdoB, devem sair da sua passividade em não unificar as lutas e organizar os trabalhadores para um plano de luta com assembleias, reuniões e espaços que garantam que os trabalhadores possam se organizar e decidir como enfrentar esses ataques.

Fazemos um chamado às organizações de esquerda, como PSOL, PCB e UP, para conformar um polo anti-burocrático de exigência às centrais, pelo Fora Bolsonaro, Mourão, militares e golpistas, para que os trabalhadores se organizem por um programa emergencial para a crise sanitária, com liberação remunerada dos setores não essenciais, auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo, vacina para todos e quebra de suas patentes e sigilos, testes massivos para isolamento racional. Assim como auto-organização em cada local de trabalho essencial de Comissões de Higiene e Segurança Sanitária, para barrar as contaminações.

Assim como é urgente que batalhemos por uma nova Assembleia Constituinte, que seja Livre e Soberana, para que o povo possa decidir sobre os rumos do país, imposta pela luta, e que os trabalhadores possam arrancar suas demandas através da auto-organização, como a anulação de todas as reformas. Rumo a lutar por um governo de trabalhadores de ruptura com o capitalismo.




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