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Extrema-direita | Mourão diz que assassinato em Foz "não é preocupante" e nega caráter político do crime

Em mais uma declaração execrável do repugnante Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro relativizou e tentou diminuir assassinato de petista em Foz do Iguaçu, que claramente teve um caráter político. Mourão disse que o crime não deve ser "explorado politicamente", que foi mais uma "briga de final de semana" e que o assassinato não é preocupante.

terça-feira 12 de julho | Edição do dia

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (Republicanos) disse que a morte do petista assassinato em Foz do Iguaçu (PR) “não é preocupante”. A declaração foi dada a jornalistas na chegada ao Palácio do Planalto nesta 2ª feira (11.jul.2022). Veja vídeo:

“Não é preocupante, não queira fazer exploração política disso aí. Vou repetir o que estou dizendo e nós vamos fechar esse caixão, tá? Para mim, é um evento desses lamentáveis que ocorre todo final de semana nas nossas cidades de gente que briga e termina indo para o caminho de um matar o outro”, afirmou o vice-presidente.

Veja também: Valéria Müller: O assassinato em Foz é expressão do reacionarismo da extrema-direita. É a força da luta de classes que vai derrotar essa corja

Para ele, não dá para relacionar o acontecimento com o presidente Jair Bolsonaro (PL) ou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Não vou elencar dessa forma, não tenho elementos para isso”, disse Mourão.

O guarda municipal Marcelo Aloizio de Arruda era tesoureiro do PT e foi morto depois de o policial penal federal bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho invadir sua festa de aniversário, que tinha o tema petista e fotos do ex-presidente Lula.

A declaração execrável de Mourão tenta proteger o presidente Bolsonaro, como se o discurso de ódio vociferado pelo presidente não fosse o responsável por estimular crimes de ódio como esse acontecido em Foz do Iguaçu, sendo que fica claro que esse bolsonarista se sentiu confiante para cometer essa atrocidade porque foi motivado pelos discursos do presidente.

Esse caso odioso demonstra como o bolsonarismo não será derrotado pelas urnas, e que é preciso organizar a classe trabalhadora para dar a sua resposta nos locais de trabalho, de estudo e nas ruas, pois somente assim conseguiremos afungentar essa corja reacionária.




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