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Governo Bolsonaro | Mourão debocha das torturas do período da ditadura

No último Domingo (17/04), a jornalista da Globo Míriam Leitão divulgou a existência de áudios que comprovam a existência de práticas de tortura durante o período da ditadura militar que durou de 1964 a 1985.

segunda-feira 18 de abril | Edição do dia

Como consequência, isso causou furor entre a base governista de Bolsonaro, principalmente no partido Militar ao qual se inclui o Vice-Presidente Hamilton Mourão que expôs o que pode ser chamado de escárnio sobre a investigação dos militares torturadores da ocasião: “Vai trazer os caras do túmulo de volta?” - Questiona o vice de Bolsonaro em claro tom de deboche.

Leia aqui: Áudios secretos do Superior tribunal militar revelam torturas brutais no DOI-Codi durante a ditadura militar

Não é de hoje que vemos a negação ao período ditatorial, sendo chamado por muitos de “revolução contra o comunismo”. Exemplo disso foi a histórica reportagem de um dos maiores veículos da máquina imperialista estadunidense, publicada em 1960, o New York Times, onde um de seus correspondentes foi enviado aqui para o Brasil para investigar um campo de camponeses em Pernambuco que auxiliava no sepultamento dos mortos da ditadura. Em resumo, o veículo disseminou o que chamaríamos hoje de fake news em que os acampamentos estavam treinando militantes comunistas com o intuito de formar um exército de 40 milhões.

Sobretudo, os áudios divulgados totalizam 10 mil horas que, segundo a reportagem do G1, estão sendo ouvidos e analisados pelo historiador Carlos Fico da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Dentre os áudios há vozes como a do general Octávio onde defende que se haja um órgão de defesa dos direitos humanos interno das forças armadas, mas que ao mesmo tempo o setor busque averiguar melhor as acusações para que a “revolução” (golpe de 64) e as instituições militares não sejam desmoralizadas frente ao povo. O mesmo general cita relatos de alguns dos réus sobre uma grávida que abortou por frequentes torturas sob choque elétrico em sua região genital. O militar se mostra em cima do muro onde por um lado é contra as práticas de tortura, mas luta para que a instituição não seja manchada, tentando limpar a fama sanguinária das forças armadas.

Outros mlitares no áudio já demonstram abertamente pró-regime e negacionistas das práticas de tortura, como o almirante Julio de Sá Bierrenbach , onde basicamente diz que divulgar estes áudios é “parto cheio para os inimigos do regime” citando que a mídia jornalística e demais órgãos ligados disseminam exageros contra as instituições militares.

Cabe relembrar o momento onde o presidente Bolsonaro ovaciona o maior torturador do regime militar, durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef em 2016, o coronel Ustra. Ele é conhecido por brutalidades contra mulheres utilizando até ratos no processo, como também ordens de estupro, afogamentos, dependendo do perfil do torturado, como diz esse artigo da uol de 2019.

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Ditadura nunca mais. Fora Bolsonaro e Mourão. Essas são algumas das bandeiras que nós do MRT e do Esquerda Diário defendemos onde junto com os trabalhadores e proletáriado precisamos lutar contra qualquer regime autoritário, e ao mesmo tempo temos que combater união com golpistas como o PT está fazendo na chapa Lula/Alckmin que, como no governo Dilma/Temer foi o estopim para a formação de toda a trajetória de busca pelo poder de Bolsonaro e sua corja fascista e golpista.

Defendamos uma alternativa de independência de classe, uma medida revolucionária para que os capitalistas paguem pela crise, e os reacionários pelas torturas, mortes confirmadas e desaparecimentos durante o regime militar de 1964.




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