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Rio de Janeiro | Motoristas terceirizados da COMLURB iniciam paralisação pelo adicional de insalubridade

terça-feira 24 de agosto | Edição do dia

Atualização 9:30: a paralisação dos motoristas durou até as 9 horas dessa manhã.

Os motoristas dos caminhões da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio paralisaram hoje suas atividades reivindicando que a empresa pague o adicional de insalubridade. Os caminhões de coleta estão parados nas garagens, em uma paralisação com forte adesão. Estes trabalhadores são terceirizados da CS Brasil, que presta serviço à COMLURB.

Os motoristas denunciam que a COMLURB paga o valor da insalubridade no contrato com a CS Brasil, mas a empresa não paga esse valor para o trabalhador. São quase 500 motoristas que prestam serviços para a COMLURB.

Desde 2019, a empresa parou de pagar a insalubridade, contratando um perito para assinar um documento contrário a todas normas de trabalho. Os motoristas adentram com os caminhões nos vazadores, como o do Caju e da Fazenda Botafogo, ou seja, se expondo para fazer a transferência de resíduos. Desde então, os trabalhadores negociam tentando retomar o direito que a empresa não quer pagar, e hoje paralisaram.

Os motoristas dos caminhões participam de todo o processo de coleta e acessam todas as áreas aonde se faz o processamento do material coletado pelos caminhões. A exposição ao lixo é direta e ocorre todos os dias, tanto é que, por exemplo, os garis que ficam na traseira, recebem o nível máximo de insalubridade.

Na pandemia, estes motoristas não pararam, trabalhando se expondo e expondo seus familiares à contaminação, enquanto que a empresa embolsou a grana do adicional de insalubridade e parou de pagá-los por isso. A forte paralisação de hoje, no início do turno, mostra que a organização dos trabalhadores tem força para impor suas demandas e ir por mais.




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