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Trabalhadores do transporte | Motoristas e cobradores fazem assembleia hoje para discutir nova paralisação em Teresina

Os motoristas e cobradores se reúnem em assembleia para discutir a realização de uma nova paralisação para amanhã (07) e, caso não haja negociação e acordo com o poder público e os empresários depois desta nova manifestação, os trabalhadores podem deflagrar uma greve. Eles reivindicam melhoria salarial e uma nova convenção coletiva de trabalho.

quarta-feira 6 de outubro | Edição do dia

Foto: Arquivo pessoal/G1

Os motoristas e cobradores de ônibus paralisaram suas atividades ontem (05) ameaçam agora deflagrar greve por tempo indeterminado, reivindicando melhoria salarial e uma nova convenção coletiva de trabalho.

Veja mais: Motoristas e cobradores paralisam hoje (05) em Teresina, capital do Piauí. Todo apoio!

Nesta quarta-feira (06), a categoria se reúne em assembleia para discutir a realização de uma nova paralisação para amanhã (07) e, caso não haja negociação e acordo com o poder público e os empresários depois desta nova manifestação, os trabalhadores vão discutir a possibilidade de deflagrar uma greve no transporte de Teresina e parar por tempo indeterminado os poucos ônibus que ainda circulam pela capital.

Além disso, a Prefeitura quer impor uma cláusula de acordo que, como condição para os empresários gerirem o consórcio dos transportes na cidade, deve ser proibido o direito legítimo de greve dos trabalhadores.

Diante dessa e de outras cláusulas, os empresários recuaram e se recusam a entrar em acordo com a prefeitura. Mas como sabemos, não é porque os empresários são a favor do direito de greve, mas sim porque tem medo da força dos trabalhadores, que podem entrar em greve mesmo contra essa medida autoritária, tendo em vista que menos dez paralisações já aconteceram na capital, só em 2021, mostrando um certo grau de mobilização desses trabalhadores. O impasse acontece um dia após uma nova paralisação realizada por motoristas e cobradores, que cobram melhoria salarial e uma convenção coletiva de trabalho.

Mesmo que estejam em um empasse, empresários e prefeitura se unem para atacar os trabalhadores, descarregando a crise na costas dos motoristas e cobradores. Cerca de 70% dos trabalhadores do setor foram demitidos desde o início de uma grave crise no sistema de transporte público, que se arrasta há pelo menos nove meses. A história é sempre essa, quando se trata de atacar os trabalhadores, empresários e políticos estão sempre unidos. Nesse caso, os trabalhadores são atacados tanto pelo prefeito José Pessoa (MDB) e o consórcio SITT.

Parte dos trabalhadores estão recebendo apenas diárias, apesar de serem mensalistas, estando a sete meses sem receber salários. Além disso, os trabalhadores também querem resolver a questão da convenção coletiva de trabalho onde está prevista alguns direitos dos servidores, como auxílio-alimentação e plano de saúde, estando há dois anos sem convenção. O sindicato afirma que o valor da diária para motorista varia entre R$50 a R$70 e cobrador R$30 a R$40.

Diante dessa situação absurda, de descarregar a crise nas costas desses trabalhadores em meio a uma situação de alta inflação, fome, desemprego, mortes por Covid-19 e uma série de outros ataques, nós do Esquerda Diário damos todo o nosso apoio à luta desses trabalhadores!




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