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Motoristas de ônibus fazem paralisação no Barreiro em BH-MG

Nesta terça (13) cerca de 100 motoristas paralisaram 25 linhas da empresa Trans Oeste Transportes para lutar por seus direitos. Os trabalhadores denunciam o atraso dos pagamentos de horas extras e ticket refeição, a falta do pagamento das férias, e o excesso de horas trabalhadas. O pagamento de outubro, que deveria cair no quinto dia útil, ainda não foi recebido.

terça-feira 13 de outubro| Edição do dia

Foto: Uarlen Valério/O TEMPO

Nesta terça (13) cerca de 100 motoristas de ônibus que trabalham na região do Barreiro em Belo Horizonte (MG) se manifestaram madrugada adentro para garantir a paralisação de 25 linhas pela manhã para lutar por seus direitos.

"Essa reivindicação é pelo atraso de pagamentos, atraso nas horas extras, atraso do ticket refeição, excesso de horas trabalhadas e falta de pagamento das férias. O pagamento de outubro, que deveria cair no quinto dia útil, ainda não foi recebido"

explicou Elbert Eustáquio ao jornal O Tempo, motorista e um dos representantes do grupo.

Usuários dos bairros como Mineirão, Vila Bernadete, Milionários, Vale do Jatobá, Itaipu, Lindeia, Regina, Maldonado, Santa Helena, Teixeira Dias, Vila Cemig, Independência, Petrópolis, Olaria, Vila Pinho estão sem transporte, pois todas as linhas partem das estações Barreiro e Diamante e os manifestantes garantiram que nenhum coletivo saiu da empresa Trans Oeste Transportes.

Por volta das 7h30, três representantes dos trabalhadores entraram na empresa e tentaram uma negociação.

"O dono da empresa fez a proposta de realizar o pagamento quarta, quinta e sexta, o que não foi aceito. Eles nos fazem assinar a folha de pagamento como se a gente tivesse recebido no quinto dia útil. A classe quer o pagamento imediato. Só volta quando receber"

detalhou Eustáquio.

A BH Trans, empresa responsável pelo transporte público na capital mineira, além de não pagar adequadamente os trabalhadores ainda reduziu o número de linhas durante a pandemia sem que necessariamente houvesse redução de passageiros.

Como consequência da diminuição das linhas, os passageiros fizeram longas esperas e também foram expostos à covid-19 pela superlotação dos ônibus. Apenas em Belo Horizonte são 1340 vidas perdidas durante a pandemia. O prefeito Alexandre Kalil (PSD) declarou em agosto que "do governo federal a prefeitura de BH não tem nada a reclamar", desresponsabilizando o governo Bolsonaro e Mourão da trágica atuação durante a pandemia no país.

O prefeito havia prometido em sua campanha abrir a caixa preta da BH Trans, mas conseguiu apenas que a tarifa de ônibus em Belo Horizonte figurasse entre as mais caras do país, a R$4,50. Como disse Flávia Valle:

Todo apoio à luta dos motoristas em Belo Horizonte contra o descaso da empresa e dos governos contra seus direitos.

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