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Uber e 99 | Motoristas de apps deixam 53% dos ganhos das corridas no posto de gasolina

Em 2017, estimava-se que um motorista de Uber gastava 20% do que ganhava com combustível. Hoje, com a alta nos preços dos combustíveis, esse valor chega a 53%. Além de corroer o salário desses trabalhadores informais, aumento abusivo amplia os lucros dos grandes investidores na Petrobrás e grandes empresas.

sexta-feira 8 de outubro | Edição do dia

Foto: Gazeta do Povo

O aumento estratosférico do preço dos combustíveis está levando muitos motoristas a pararem de rodar. Só em São Paulo, no ano de 2021, cerca de 30 mil já se desligaram. Muitos estão sendo desligados pelas próprias empresas por conta de uma política criminosa de desligar os trabalhadores que por ventura não aceitem muitas viagens que rendem menos.

- Para entender a alta dos combustíveis, leia aqui: O verdadeiro motivo dos combustíveis estarem tão caros

Há cerca de um mês, buscando amortecer a situação, a Uber e a 99 anunciaram um reajuste irrisório nos valores repassados aos motoristas – de 10% a 25% na 99 e de 10% a 35% na Uber, de acordo com os horários e demandas. Considerando os sucessivos reajustes para baixo ao longo dos anos, os combustíveis caríssimos e uma competição alta, esses reajustes praticamente não são sentidos.

Imaginemos? Um motorista larga mais da metade do que ganha no posto de gasolina. Outra parte considerável vai para manutenção do carro. Com o preço altíssimo dos alimentos, tá sobrando bem pouco pro trabalhador de app poder viver no fim do mês.

Só nesse ano houve um aumento médio de 32% no preço dos combustíveis. O que pagávamos R$ 4,57 no início de 2021, agora estamos pagando em torno de R$ 7,00, a depender da região.

Essa é a realidade nu e crua dos apps e da uberização da vida, onde direitos trabalhistas inexistem, o poder de compra vai sendo corroído e dezenas de milhares sentem mais rapidamente os efeitos da crise econômica capitalista.




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