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COVID-19 EM SP

Mortes por covid sobem em SP enquanto Doria faz demagogia e impõe retorno às aulas presenciais

A média diária de novas mortes em decorrência de covid-19 em São Paulo chegou ao maior patamar nesta semana desde meados de agosto do ano passado. Enquanto isso, João Doria faz demagogia em cima de sua vacina, que não alcança nem mesmo a totalidade dos trabalhadores da saúde, e impõe o retorno às aulas presenciais em escolas sem estrutura sanitária para isso.

sábado 13 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Govesp

A média diária de novas mortes em decorrência de covid-19 no estado de São Paulo, em alta desde o início do ano, chegou ao maior patamar nesta semana desde meados de agosto do ano passado. De acordo com dados divulgados pelo governo estadual, foram 238 mortes em média na sexta semana epidemiológica do ano, alta de 5% em relação à semana anterior. Aquela, por sua vez, já tinha apresentado uma alta de 4% em relação ao final de janeiro.

Enquanto as mortes aumentam, João Doria, governador do estado pelo PSDB, faz demagogia em cima da vacina, que foi alvo de disputa política com Bolsonaro para que o tucano se distanciasse do anteriormente aliado. O governador surfa na onda da vacina fingindo que seu interesse é no combate à pandemia e a defesa da vida da população, quando na verdade busca apenas se localizar nacionalmente para as próximas eleições presidenciais.

O que se vê por trás da imagem que Doria quer passar é uma realidade de imposição da reabertura das escolas e volta às aulas presenciais mesmo diante do pior momento da pandemia no país, e com as escolas sem nenhuma estrutura física e sanitária para garantir esse retorno presencial. A APEOESP, sindicato dos professores da rede, já mostrou um levantamento de que, com uma semana de aulas presenciais, houve uma explosão dos casos de covid entre professores.

Veja também: Os desafios da greve dos professores de SP contra a imposição do retorno inseguro

O estado de São Paulo já registrou 1,9 milhão de casos e 55.951 mortes por covid-19. De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, o valor ainda é reflexo do aumento de internações por covid-19 no início do ano, como consequência das festas e aglomerações observadas no fim de 2020.

Assim, o governo e seus secretários responsabilizam individualmente os trabalhadores e a população - dos quais muitos nunca tiveram direito ao isolamento social pois seguiram trabalhando - pelo aumento das contaminações e mortes. Porém, o que foi visto concretamente foi um governo que fez grandes demagogias, com discursos falaciosos em defesa da vida, mas, na prática, atuou para salvar empresários, deixou professores eventuais por meses sem salários, manteve metroviários do grupo de risco trabalhando, sem contar outros absurdos, como a falta de EPIs e vacinas para os trabalhadores do Hospital Universitário da USP.

A média diária de novos casos no Estado, apesar de ainda estar nos maiores patamares também desde agosto, começou a cair nas últimas quatro semanas. Foram registrados, em média, 9.415 novos casos por dia na sexta semana epidemiológica do ano, ante 10.295 da semana anterior, queda de 9%. Na segunda semana de janeiro a média era de 11.301. Já a média diária de internações caiu 6% (1.425 na sexta semana, ante 1.513 na semana anterior). O valor mais alto do ano foi também na segunda semana de janeiro: 1.744. Assim como os outros indicadores, as novas internações não eram tão altas no Estado também desde agosto. Segundo Gorinchteyn, a taxa de ocupação de UTIs no Estado, que estava, no início do ano, em torno de 73%, está agora em 66,7%. Na Grande São Paulo é de 65,5%.

João Doria e Jair Bolsonaro são responsáveis por essa situação calamitosa, que se alastra não apenas pelo estado de São Paulo, como por todo país. Diante deste cenário de irracionalidade capitalista, é urgente a suspensão das aulas presenciais e a imediata quebra de patentes das vacinas, para que a vacinação seja cada vez mais ampla e atinja toda a população o quanto antes, para que a vacinação não seja mais uma guerra política em prol do lucro dos empresários, e sim uma verdadeira batalha em defesa da vida da população.

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Com informações da agência do estado




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