Sociedade

MORTES COVID-19

Mortes maternais dobram e principal razão é falta de assistência médica

Gestantes e mulheres pós-parto têm maiores riscos de complicações, mas a principal razão das mortes é falta de acesso a tratamentos adequados: 22,6% morreram sem chegar na UTI e 33,3% não chegaram a ser intubadas.

segunda-feira 19 de abril| Edição do dia

Imagem: EPA

As mortes de mães gestantes e pós-parto pela COVID-19 subiram de 10,4 para 22,2 do ano passado até agora. Em comparação às 43 semanas de pandemia de 2020, que totalizaram 449 mortes, as 13 semanas de 2021 já contabilizou 289 mortes.

Apesar de os riscos de complicações serem maiores para gestantes, a principal razão dessas taxas é a falta de assistência médica: 22,6% das mães com complicações não conseguiram ao menos vaga na UTI e 33,3% delas não puderam ser intubadas.

As taxas de mães que não chegaram na UTI são as mais altas no Pará (46%) e em Tocantins (43%). Em Santa Catarina, 62% das mães com COVID não puderam ser intubadas, em Mato Grosso do Sul essa porcentagem foi de 58% e no Pará foi de 53%.

Até dia 07 de abril, a taxa de mortalidade de gestantes e mães pós-parto foi de 7,78%. Em alguns estados foram registrados números de mães que morreram depois de entrarem na UTI. Roraima registrou uma taxa de 88%, Rio Grande do Norte 68% e Maranhão 64%.

Os dados foram levantados pelo Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), realizado pela Universidade de São Paulo (USP), pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).




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