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Apagão no Amapá provoca caos e revolta da população, respondida com forte repressão policial

O Amapá segue sem o fornecimento integral de luz nos bairros mais pobres, enquanto nos bairros mais ricos o fornecimento de luz está normalizado. Os trabalhadores fizeram protestos três dias seguidos e foram respondidos com a repressão policial.

terça-feira 10 de novembro| Edição do dia

Foto: Dayane Oliveira / @dayoliveiraj

O apagão no estado ocorreu devido a um incêndio num dos transformadores da estação de energia, controlada pela empresa privada Isolux, que operava com um dos equipamentos reserva com falha desde o ano passado. O estado que possui quatro hidrelétricas e fornece energia para todo o país, está no escuro. O governador do estado do Amapá, Góes (PDT), diz que a responsabilidade é do governo federal. Enquanto, o governo Bolsonaro vai ao twitter dizer que 76% da energia está reestabelecida. Mas a realidade é que o rodízio de energia não chegou nos bairros mais periféricos e, mesmo naqueles em que chegou, não está sendo de 6h.

A população se encontra em estado crítico devido ao descaso do governo que até o atual momento não adotou uma medida de fato eficaz para resolver o problema elétrico.

Os moradores protestaram contra o apagão elétrico e escassez de água, porém foram revidados com repressão e violência, Rotam (Ronda ostensiva tática motorizada) e Bope (Batalhão de operações Especiais) atiraram com bala de borracha e bomba de gás contra os moradores que protestaram pelos seus direitos básicos, como por exemplo a energia elétrica e a água.

O Esquerda Diário entrevistou uma moradora do estado que revelou as duras condições impostas a população pelo descaso do Estado ao que se soma a forte repressão: “Se a gente não morre de sede, fome ou Covid, a polícia termina o serviço”.

O governo Bolsonaro tampa os olhos para a situação da população amapaense que nesse momento segue sem fornecimento 100% a energia. Essa situação é fruto do descaso e das privatizações que vem avançando cada vez mais rápido nesse governo de Bolsonaro e Mourão que mostrou que sua prioridade é seguir a agenda neoliberal de Paulo Guedes e descarregando a crise nas costas dos trabalhadores e da população mais pobre.




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