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Tragédia capitalista | Moradores de Parnamirim/RN se revoltam com descaso dos governos com as chuvas e fecham BR-101

Na tarde dessa sexta-feira, 8, moradoras do bairro Emaús, em Parnamirim/RN, botaram fogo em pneus e bloquearam a BR-101 após situação desastrosa no bairro após uma lagoa de captação transbordar com as chuvas, invadindo casas, destruindo pertences e desabrigando dezenas de famílias.

sexta-feira 8 de julho | Edição do dia

Essa situação ocorre desde o temporal de chuvas no último domingo, e até agora não teve qualquer solução por parte dos governos.

Imagem de rua no bairro Emaus no domingo 04/07

Negligência tanto por parte, do prefeito bolsonarista Coronel Taveira, falou que está fazendo tudo que pode, levando o exército com uma bomba que não mudou em nada a situação, seja do governo de Fátima (PT), responsável pela manutenção das lagoas de captação.

Nessa ação, convocam a população a se somarem. São mais de 72 mil pessoas atingidas pelas chuvas no RN até agora, e 3 mil desabrigados, e tudo indica que a situação tende a piorar. Bairros como Felipe Camarão, estão vendo suas casas prestes a cair na megacratera que se formou. Em São Miguel do Mipibu, um homem morreu com um muro caindo sobre si após tentar desparar um bueiro. Não é desatre natural, é desastre capitalista!

Uma revolta que expressa que não tem nada de natural na tragédia que o RN, assim como outros estados no Nordeste e outras regiões. É uma tragédia que expressa o resultado da política de Bolsonaro que cortou 70% da verba destinada a prevenção aos desastres naturais como esse, assim como dos prefeitos e governos estaduais.

Na Grande Natal, a tragédia destampa os interesses para os quais essa região metropolitana foi construída. Não foi para aqueles que cimentaram as ruas e rodovias, ergueram as casas, mas também os grandes resorts de luxo e grandes condomínios. Não foi para a população que, não tendo outra escolha, mora ocupações urbanas ou em bairros sem saneamento e sistema de drenagem, onde todo inverno correm risco de vide ou de perderem tudo que construíram. Foi para os donos de construtoras escravistas como a MRV, para o Flávio Rocha, a burguesia hoteleira e os especuladores, e os oligarcas que vivem de privilégios do Estado.

Somente os trabalhadores gerindo um plano de emergencia, com controle da população dos bairros mais afetados e as ocupações, podem dar uma saída. Por isso os sindicatos da CUT e CTB, dirigidos pelo PT e PCdoB, devem romper a paralisia, que vira as costas para esse sentimento de revolta da população, de olho nas eleições, e na estabilidade das alianças de Lula com Alckmin e Fátima com os oligarcas dos Alves, e colocar os sindicatos a serviço de exigir esse plano de emergencia, junto aos movimentos sociais, moradores dos bairros e entidades estudantis.




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