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BARRAGENS EM MINAS GERAIS | Moradores de Itatiaiuçu (MG) ocupam mineradora ArcellorMittal em protesto contra danos sofridos

Cerca de 2 mil moradores da cidade mineira protestam contra a severa situação que foram empurradas após o risco de rompimento da barragem Serra Azul, que é propriedade da empresa mineradora. Muitas famílias foram forçadas a sair de suas casas, e também havendo a piora da vida desses moradores em vários aspectos. Mas essa luta exemplar destes moradores são um grande exemplo para a classe trabalhadora de todo o pais de como lutar contra Bolsonaro, STF, Congresso, governadores e capitalistas, que buscam satisfazer seus interesses obscuros descarregando a crise nas nossas costas.

quarta-feira 19 de maio | Edição do dia

Foto: Arquivo Pessoal/Patrícia Odione

Centenas de moradores da cidade de Itatiaiuçu(MG) protestaram contra a mineradora ArcellorMittal, na manha desta quarta-feira (19). A manifestação foi organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), começando às 7:30hrs na Pracinha da Comunidade de Pinheiros, depois prossegindo em carreata até a entrada da mineradora, que está neste momento sendo ocupada pelos afetados.

No Dia 8 de fevereiro de 2019, cerca de 200 famílias foram removidas de suas casas, devido ao risco de rompimento da barragem Serra Azul, que é de propriedade da empresa mineradora. A mineradora também afetou bruscamente as atividades econômicas de outras centenas de moradores, também piorando as suas vidas, tendo inclusive consequências psicológicas para essas pessoas.

Segundo reportagem do Brasil de Fato, o protesto reivindica quatro pontos principais: "que os danos morais sejam individuais e não por núcleo familiar; reconhecimento, por parte da ArcellorMittal, da desvalorização dos imóveis dentro e fora da Zona de Autossalvamento (ZAS) e reparação com justiça; tratamento igual para os terrenos parcialmente e os integralmente atingidos, pois se tornaram inviáveis para uso e moradia; garantia de que a assessoria técnica tenha equipe suficiente para garantir a maior celeridade na produção de provas e garantir o cumprimento do acordo."

Essa não é a primeira vez que ocorrem protestos na cidade mineira. Já aconteceram protestos em dezembro de 2020 e em fevereiro de 2021, quando o caso completou 2 anos. A origem desta situação absurda começou em 2019, 84 famílias da cidade se viram forçadas a sair às pressas de suas casas após o anúncio do risco de rompimento da barragem Serra Azul, da mineradora ArcellorMittal. A situação se repetiu em várias outras cidades mineiras nas semanas após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), da empresa privatizada Vale.

Segundo informações do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), 199 famílias estão na Zona de Autossalvamento (ZAS), sendo que grande parte foi retirada de suas casas. Outras 650 famílias das comunidades de Pinheiros, Vieiras, Lagoa das Flores e Retiro Colonial se reconhecem como atingidas e também reivindicam direitos. O MAB diz que, cerca de 2 mil pessoas foram atingidas e seriamente prejudicadas em Itatiaiuçu.

A mineradora, que só busca satisfazer seus interesses de empresa capitalista, nega direitos às famílias afetadas que estão sendo prejudicadas pela empresa. Os interesses destes empresários e capitalistas está acima do direito à moradia, à uma vida digna e ao direito à vida.

Veja mais: Recorde: Vale lucra em três meses R$30,5 bi, quase todo seu gasto para reparar seus crimes

Veja mais notícias sobre as consequências das barragens nas vidas dos trabalhadores em Minas Gerais: https://www.esquerdadiario.com.br/Brumadinho




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