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OCUPAÇÃO | Moradores da ocupação Valdete Guerra falam sobre a luta por moradia em ato de solidariedade

Neste sábado, 10, ocorreu um ato em solidariedade às cerca de 200 pessoas que fazem parte da ocupação Valdete Guerra.

sábado 10 de julho | Edição do dia

O ato ocorreu na própria ocupação, composto por parlamentares e organizações de esquerda, que fica localizada no bairro do Planalto em Natal, em um terreno abandonado pela prefeitura da capital potiguar.

O terreno fora preparado para construir uma lagoa de captação de água, mas nunca fora finalizado, e está há anos em desuso, apenas fomentando a especulação imobiliária, ligadas às grandes famílias oligarcas locais.

As famílias ocupantes, coordenados pelo MLB (Movimento de Luta dos Bairros, Vilas e Favelas), se instalaram no terreno na virada de domingo para segunda-feira da última semana, montando coberturas de lona, onde dormem adultos e crianças. Muitas delas vivem da informalidade ou estão desempregadas, e com o aumento do custo de vista, tiveram que passar a usar o dinheiro do aluguel para garantir alimento.

O Esquerda Diário esteve presente na ação de hoje para expressar solidariedade e dar voz aos moradores da ocupação, a serviço de sua luta por direito a moradia, contra a prefeitura de Álvaro Dias (PSDB), e as oligarquias e capitalistas que ele representa.

Em Natal o déficit habitacional, segundo os últimos dados apresentados pela própria prefeitura, é de 70 mil moradias. Enquanto isso, está sendo discutido um Plano Diretor que não propõe qualquer medida contra isso, apenas busca verticalizar a orla, avançando sob áreas de proteção e comunidades locais, favorecendo os capitalistas da construção civil e do turismo.

O agravamento da crise social no país é patrocinado pelo governo genocida de Bolsonaro e Mourão, Álvaro Dias, mas também por Fátima Bezerra (PT), que governa para os capitalistas, sendo parte de manter o problema de moradia subordinado a interesses opostos aos da população. Por isso chamamos a confiar apenas na força da unidade da classe trabalhadora com a luta dos movimentos sociais e ocupações para dar uma saída anticapitalista que ataque os lucros das oligarquias, especuladores e empresários. Em primeiro lugar, que imponha a garantia de moradia digna para todas as famílias dessa e outras ocupações.

Veja a seguir as entrevistas:

E também exigimos das grandes centrais sindicais CUT e CTB, ligadas ao PT e PCdoB, assim como a UNE, que convoquem uma greve geral e um plano de luta, construído com assembleias de base em cada local de trabalho, estudo e moradia, para derrubar Bolsonaro, Mourão e seus ataques. E que não dá para esperar 2022 como quer o PT nem confiar no impeachment junto à direita como resposta, como fazem o PSOL, PCB, PSTU e UP, signatários do Super Impeachment que o presidente da Câmara dos Vereadores, Arthur Lira (PP) já declarou que não vai aceitar e que coloca o reacionário racista Mourão na presidência. A política do impeachment mantém de pé todas as reformas, cortes e medidas que nos fazem pagar pela crise.

Propomos impor pela luta uma nova Constituinte livre e soberana, que eleja representantes do povo para decidir os rumos do país acima de todos os poderes previamente constituídos, como o congresso, o judiciário e o executivo. E que se debata um plano de obras públicas controlado pelos trabalhadores, ligado ao não pagamento da dívida pública, para dar uma saída radical ao problema habitacional do país, gere emprego e renda, rumo a uma reforma urbana radical, como parte da batalha para que os capitalistas paguem pela crise.




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