Política

Mônica Benício sobre os 1000 dias sem Marielle: "Está mais do que dado que é um crime político"

Assassinada em 14 de março de 2018 quando saía de uma atividade pública, dentro de seu carro, ao lado do motorista Anderson, Marielle representou a ferida aberta no país com o golpe institucional de 2016

terça-feira 8 de dezembro de 2020| Edição do dia

Em entrevista ao G1, Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, deu o seu relato sobre os 1000 dias que se passaram sem nenhuma resposta sobre quem mandou matar Marielle.

Assassinada em 14 de março de 2018 quando saía de uma atividade pública, dentro de seu carro, ao lado do motorista Anderson, Marielle representou a ferida aberta no país com o golpe institucional de 2016. O avanço autoritário, racista, da violência policial e dos ataques à população, foi escancarado nesse acontecimento.

A angústia de Mônica por não obter respostas aumenta a sua convicção de que se tratou de um crime político contra a ex-vereadora do PSOL.

"Está mais do que dado que é um crime político, que tem mandantes. A gente está falando de duas pessoas que foram pagas para fazer o que fizeram, e que já deveriam estar presas há muito tempo. Eu não sei nem te dizer quando é que chega algum tipo de paz, alguma vida um pouco mais serena", ponderou Mônica.

Mônica diz que vai continuar com projetos que eram tocados por Marielle, como o da visibilidade lésbica, a pauta LGBT e outros projetos de lei propostos na Câmara que ela alega que não foram implementados. Ainda é complemente válido o que Mônica disse em 2019:

“Justiça por Marielle se faz quando estivermos em uma sociedade mais justa e igualitária”. O Esquerda Diário se solidariza com Mônica e se coloca lado a lado daqueles que lutam por justiça a Marielle, enfrentando os ataques de Bolsonaro e todo político e juiz golpista.

São os agentes desse regime golpista os principais suspeitos do assassinato Marielle, a polícia, as milícias, com cobertura da Justiça. Silenciaram uma vereadora negra, lésbica, de esquerda e que denunciava a violência policial nas favelas. Por isso, 1000 dias sem respostas. Quem mandou matar Marielle?

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