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TRABALHO INFANTIL | Miséria capitalista fez trabalho infantil atingir 160 milhões de pessoas no mundo em 2020

Dados são de relatório divulgado nessa quinta-feira (10/06), elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Os números são do início de 2020, antes da pandemia. O ano marcou o primeiro aumento no trabalho infantil em 20 anos.

quinta-feira 10 de junho | Edição do dia

(Foto: Reprodução)

O relatório mostra que, na comparação de 2020 com 2016, 8,4 milhões de crianças foram obrigadas a trabalhar no mundo, com o total chegando a 160 milhões, sendo este dado um sintoma do avanço da crise e da miséria geradas pelo capitalismo.

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O relatório faz ainda uma projeção para o futuro. Caso esta projeção se cumpra, mais 9 milhões de crianças iria começar a trabalhar até o final de 2022. No entanto, Claudia Cappa, estatística da Unicef e uma das autoras do estudo, afirma que caso as condições sociais piorem mais do que as projeções atuais, poderiam ser 46 milhões de crianças que seriam obrigadas a trabalhar até o fim de 2022. Ela cita a austeridade como um dos fatores que poderiam contribuir para a piora das condições.

No Brasil, dados do IBGE mostravam que, em 2019, havia cerca de 1,8 milhão de crianças em situação de trabalho infantil, sendo cerca de 700 mil em categorias presentes na "Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil". A pandemia ampliou a evasão escolar no país, atingindo principalmente os negros, e a necessidade de trabalhar é a principal razão para jovens largarem a escola.

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