Política

Ministro do Turismo é demitido, sendo sua cadeira moeda de troca do Governo com Congresso

Nesta quarta-feira, 9, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é demitido do seu cargo como moeda de troca com o Congresso.

quarta-feira 9 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Isac Nóbrega/PR/Flickr

O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta quarta-feira, 9, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Como mostrou o Estadão, o cargo dele era um dos que deveriam entrar na reforma ministerial inicialmente prevista para fevereiro. O mais cotado para assumir seu lugar é o presidente da Embratur, Gilson Machado.

Segundo o Estadão apurou com integrantes do Palácio do Planalto, a queda de Álvaro Antônio foi atribuída ao ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Os dois vinham divergindo internamente porque o ministério passou a ser citado como moeda de troca para a famosa governabilidade no Congresso.

Com isso, Álvaro Antônio deve reassumir seu mandato de deputado federal por Minas Gerais. Ele é filiado ao PSL e é investigado pelo Ministério Público sob suspeita de desviar recursos de campanha por meio de candidaturas de mulheres nas eleições de 2018.

Na noite anterior, os dois estiveram no lançamento do Instituto Conservador-Liberal do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. Na ocasião, Álvaro Antônio lembrou que foi um dos primeiros a embarcar na candidatura de Jair Bolsonaro.

Fiel amigo do presidente Jair Bolsonaro, agora o novo ministro do Turismo, Gilson Machado, é conhecido por acompanhar o presidente em viagens pelo Brasil e por ser figura constante nas reacionárias "lives" presidenciais, em que costuma tocar sanfona enquanto Bolsonaro vomita seus discursos de ódio em proteção aos grandes capitalistas e imperialistas. Ele substituirá Marcelo Álvaro Antonio para um período "tampão". Uma nova mudança deve ocorrer a partir de fevereiro, quando uma reforma ministerial está prevista.

Atual presidente da Embratur, Machado é aliado de Bolsonaro desde a campanha presidencial e participou da equipe de transição. Antes de ser nomeado presidente da agência de fomento ao turismo, atuava como secretário nacional de Ecoturismo e Cidadania Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente, onde também exerceu o cargo de secretário de Florestas.

No fim de junho, Machado, que é de Recife, ganhou destaque depois de tocar "Ave Maria" na sanfona durante uma transmissão ao vivo do presidente. A música foi uma homenagem demagógica às vítimas da covid-19. Naquele dia, 25 de junho, o País registrava mais 55 mil mortes pelo novo coronavírus, atingindo atualmente mais de 178 mil mortes, pela responsabilidade negacionista de Bolsonaro e seus aliados.

O novo ministro do Turismo também participou da criação do Aliança pelo Brasil, partido que o presidente e seus filhos tentam criar. Na noite de terça-feira, 8, ele esteve no lançamento do Instituto Conservador-Liberal do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Machado estava em um evento do setor quando foi convocado para falar com o presidente na tarde desta quarta-feira. Ele chegou ao Palácio do Planalto pouco antes das 15h. Ele deixou o gabinete presidencial cerca de 45 minutos depois, sem dar declarações.

Com conteúdo da Agência Estado




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