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MARCELO CRIVELLA | Ministro Gilmar Mendes determina a soltura de Crivella

Em mais uma amostra de que o Supremo Tribunal Federal (STF) também é parte constituinte de um regime político podre, o Ministro Gilmar Mendes revogou na sexta-feira (12 de Fevereiro) a prisão Domiciliar a qual o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos) estava.

sábado 13 de fevereiro | Edição do dia

Imagem: Agência Brasil

Crivella é acusado de ser peça articuladora de um QG de distribuição de propinas, além de ser réu por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo nota emitida pelo Uol a defesa de Crivella pontuou que a decisão de Gilmar Mendes teria reconhecido a ilegalidade na prisão do ex-prefeito.

Além de Crivella um total de 25 pessoas são rés nessa investigação. Dentre essas pessoas há a presença de quadros da burguesia como o empresário Rafael Alves, apontado como o principal operador financeiro do sistema, e Marcelo Alves, ex-presidente da Riotur (empresa de turismo da capital fluminense). Ainda integram a lista o ex-senador Eduardo Lopes (Republicanos-RJ), o marqueteiro Marcelo Faulhaber e Arthur Soares ("Rei Arthur"), empresário do setor de transportes no Rio.

No caso específico de Crivella há a acusação de comandar durante a gestão da prefeitura do Rio de Janeiro um esquema de pagamentos a credores da Prefeitura em troca de propinas. Segundo o Ministério Público o esquema teria arrecadado cerca de R$ 53 milhões de mais de 20 empresas de fachada, criadas pelo próprio grupo.

O ex-prefeito chegou a ser preso em 22 de Dezembro de 2020, contudo foi para prisão domiciliar sob determinação do STJ em decisão do ministro Humberto Martins. Em justificativa o ministro argumentou que Crivella ao ter 63 anos seria de grupo de risco e poderia contrair Covid-19. O mais curioso é que o próprio Crivella, numa posição negacionista, não usou desse argumento quando queria obrigar o retorno às aulas na cidade do Rio de Janeiro, chegando a afirmar que as crianças seriam imunes ao vírus.

Leia Mais: “crianças são imunes”, segundo Crivella não existe problemas para a reabertura das escolas

Contudo, para além das artimanhas que Crivella possa realizar, essa decisão demarca de forma clara que o STF não é de forma alguma aliado da classe trabalhadora, e que pelo contrário é parte conjuntiva dos ataques que Bolsonaro e também Crivella realizam contra a classe trabalhadora.




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