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Governo Bolsonaro | Ministério de Queiroga nega certificado de vacinação para quem tomou doses diferentes

Mistura de imunizantes da AstraZeneca e Pfizer são permitidos por protocolo federal, mesmo assim o Ministério da Saúde não permite a emissão para quem tomou as doses de marcas diferentes.

segunda-feira 4 de outubro | Edição do dia

Pessoas que receberam imunização heteróloga contra a covid-19, ou seja, doses de marcas diferentes, têm relatado dificuldade para emitir o certificado de vacinação no ConecteSUS, aplicativo do Ministério da Saúde. Mesmo sendo permitido pelo protocolo federal a mistura de imunizantes, a pasta admite não fornecer o certificado para quem tomou doses de marcas distintas. O Governo Bolsonaro, através do ministro Queiroga, não explicou o motivo da decisão.

O certificado de vacinação possibilita viagens ao exterior, e agora em muitas cidades do país está sendo exigido para pessoas vinda de fora poderem entrar no município. Ao menos 249 municípios criaram regras do tipo, recorrendo também ao certificado do ConecteSUS.

O documento teria de ser oferecido para quem recebeu AstraZeneca e Pfizer, já que a prática é recomendada por especialistas para que ocorra a mistura e seja permitida pelo governo. Mesmo assim o Ministério apenas informa em nota oficial que “para quem concluiu o esquema vacinal com doses de vacinas diferentes (intercambialidade das vacinas covid-19) não é permitido a emissão do certificado de vacinação” no aplicativo.

É bastante absurdo isso, pois muitos trabalhadores que trabalham com viagem podem ficar prejudicados e impossibilitados de entrar em determinadas cidades. Esse é mais um descaso do governo Bolsonaro diante da pandemia. Descaso que é fruto do seu negacionismo que durante toda crise negligenciou o combate à pandemia, o colapso dos sistemas de saúde, e a compra das vacinas. Resultados que vemos hoje com quase 600 mil mortes no Brasil.




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