Mundo Operário

Precarização da saúde

Ministério da saúde demite 3.500 trabalhadores enquanto 195 pacientes esperam leito de UTI no RJ

Os trabalhadores da saúde contratados dos hospitais federais no dia 16 de dezembro, fizeram o segundo ato contra as demissões de 3.500 trabalhadores após processo seletivo fraudulento. O Rio de Janeiro que vem sofrendo com o total descaso da saúde pública por parte de Crivella, castro e Bolsonaro enfrenta uma nova onda de contaminação, com uma taxa de ocupação de 92% dos leitos de UTI, e sem medidas básicas para enfrentamento do COVID-19.

sábado 19 de dezembro de 2020| Edição do dia

Desde o começo da pandemia nós do Esquerda Diário viemos denunciando que medidas básicas como teste massivos, EPIs de qualidade, isolamento social para os contaminados, liberação do grupo de risco, ampliação dos leitos e contratação de mais trabalhadores seria imprescindíveis para o enfrentamento consequente dessa pandemia que só no rio de janeiro já deixou 24.2014 vítimas confirmadas pelos meios oficiais, mas sabe-se que há um número expressivo de subnotificação desses dados.

Portanto, além de não garantirem medidas mínimas, Crivella e Castro junto com Bolsonaro são verdadeiros inimigos da saúde, pois mesmo nova alta de casos e mortes por covid-19, tem atacado os trabalhadores da saúde e precarizado o SUS, ao ponto das condições do sistema público para atender pacientes graves serem piores agora do que há cinco meses. Isso é um ataque direto a vida de todos os usuários do SUS no estado do Rio de Janeiro.

O Rio de janeiro é o segundo estado que proporcionalmente mais perdeu UTIs de covid. Segundo os dados do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde, apresentados pela Repórter Brasil na segunda-feira (14), o estado teve 82% das vagas fechadas. Dos 739 leitos habilitados em julho, estão em operação apenas 130, segundo o Ministério da Saúde. As 609 vagas fechadas seriam suficientes para cobrir os 259 pacientes com a doença que, segundo a Secretaria de Saúde do RJ, esperam por tratamento avançado.

Enquanto isso, os trabalhadores da saúde enfrentam atrasos salariais e agora demissões. No ato que ocorreu nesta quarta-feira (16), os trabalhadores denunciaram que o processo seletivo aberto pelo Ministério da saúde de agosto de 2020 foi fraudulento. Segundo os trabalhadores, não foi contabilizada a experiência, e muitos trabalhadores tiveram sua pontuação zerada, mesmo tendo alguns trabalhadores com 10, 15 e até 20 anos de atividade na saúde. Ou seja, os trabalhadores que participaram do processo seletivo, não tiveram sua experiência aceita, (o edital deixou claro que cada 1 ano de experiência acumulada gera 1 ponto), isso ocorreu com 90% dos candidatos, demonstrando a face fraudulenta desse processo e o papel que o Ministério da Saúde, tem cumprido do grande coveiro do SUS.

Diante do brutal cenário que a saúde vem passando, agora ainda mais com a segunda onda do vírus, não podemos perder nenhum trabalhador da saúde. Lembrando as demissões irão contribuir efetivamente para um grande e profundo colapso em 2021.

É necessário que os sindicatos dos profissionais da saúde organizem uma forte mobilização contra as demissões, a precarização do trabalho e as garantias de proteção do covid-19, mas também de todos direitos trabalhistas, e do acesso a saúde de toda a população usuária do SUS, que no Rio de Janeiro, é em sua maioria negra e pobre.

Nós do Esquerda Diário nos solidarizamos com os trabalhadores que estarão demitidos a partir do dia 31 de dezembro. Basta de precarização da vida!
Pelo fim das demissões e contratos precários!
Por um SUS 100% estatal controlado pelos trabalhadores da saúde!
Nenhum trabalhador que arriscou a própria vida nos corredores dos hospitais deve ficar sem emprego!

Ato dos trabalhadores da saúde em frente ao prédio do Ministério público no centro do Rio de Janeiro:




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