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CORONAVÍRUS

Ministério da Saúde paralisa gastos com a COVID-19 em meio a 162 mil mortes pela pandemia

Os dados mostram que o Ministério da Saúde paralisou seus gastos com a pandemia nos últimos dois meses, como se a pandemia tivesse terminado, mesmo em meio a 162 mil mortes por COVID-19 no país.

segunda-feira 9 de novembro| Edição do dia

Longe de estarmos no fim da pandemia, os assustadores números de contágio e mortes por causa do coronavírus seguem crescendo. Em algumas capitais do país, o número de contagiados inclusive está aumentando.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde, comandado pelo militar Eduardo Pazuello, paralisou seus gastos com a COVID desde meados de setembro. E mais, dos R$ 43,7 bilhões liberados pela pasta no auge da pandemia, foram gastos somente R$ 37 bilhões até setembro. Desde então os valores seguem iguais. Valores contrastantes com aquele repassado aos bancos: R$ 325 bilhões.

Esse dinheiro que resta no Ministério da Saúde, 6 bilhões, só poderão ser usados até o fim de 2020. Ou seja, se esse valor não for empenhado até 31 de dezembro, serão perdidos. Enquanto isso, a pandemia segue rifando a vida dos brasileiros, principalmente dos pobres e negros.

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O Ministro da Saúde Pazuello, o mesmo militar que disse em outubro nem saber o que era o SUS, o governo negacionista de Bolsonaro e Mourão e todos os governadores vêm sendo exemplos de como não agir frente a uma pandemia. Seguem afirmando a queda de contágio, que encontra eco na grande mídia, para poder reabrir comércios, reabrir escolas e manter o lucro do patrão em dia enquanto os trabalhadores são largados à própria sorte sem fornecimento de EPIs adequados pelos seus locais de trabalho. Avançando inclusive na tentativa de privatizar o SUS, como vimos recentemente, que foi impedida pela mobilização.

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No mesmo país onde faltam leitos de UTI e EPIs adequados até mesmo aos trabalhadores da saúde, com cenas chocantes de hospitais superlotados, de portas fechadas por não poder receber mais nenhum paciente, o Ministro da Saúde e todo governo de Bolsonaro se dá o luxo de não gastar o dinheiro mínimo que foi liberado para o combate à pandemia. Essa atuação criminosa de Pazuello no Ministério foi inclusive elogiada pelo Bolsonaro em live nessa semana.

Agora, para desembolsar dinheiro público para pagar a fraudulenta e ilegal dívida pública, uma verdadeira bolsa banqueiro, os cofres do governo estão sempre escancarados. Todos os anos são repassados bilhões para a dívida pública, que saem diretamente do dinheiro que deveria ser investido na saúde e na educação públicas, por exemplo.

Essa diferença escandalosa entre os investimentos na saúde pública e aqueles investidos no bolso de banqueiros da burguesia nacional e internacional através da dívida pública escancara que para o governo reacionário de Bolsonaro e Mourão e todo conjunto das instituições desse regime, que aprovam repasses aos bancos e ataques aos trabalhadores, valorizam o lucro antes da vida.

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Por isso, é preciso organização em luta da classe trabalhadora, da juventude e todos setores oprimidos para se enfrentar com o governo de Bolsonaro e Mourão e todo regime apodrecido do golpe. É preciso defender o não pagamento da dívida pública. Basta de dinheiro público indo direto para os bolsos de banqueiros. É preciso reverter esse dinheiro para investir na saúde e na educação públicas. Porém esse movimento só poderá ser realizado pela força da mobilização dos trabalhadores, já que se depender do governo negacionista e militarizado de Bolsonaro e Mourão, vidas negras e pobres seguirão sendo arrancadas pela COVID, pela fome e pelas mãos da violência policial.




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