Sociedade

ATRASO NA VACINAÇÃO

Ministério da Saúde anuncia novo corte em previsão de entrega de vacinas para junho

Enquanto Bolsonaro fala em "500 milhões de doses" e Dória fala que vai vacinar toda a população adulta do estado de São Paulo até final de outubro, o Ministério da Saúde volta a reduzir a previsão de entrega das vacinas contra a Covid-19. É preciso defender vacinação já, com a quebra das patentes das indústrias farmacêuticas e estatização dos laboratórios sob controle dos trabalhadores e pesquisadores!

quinta-feira 3 de junho| Edição do dia

Fonte: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde voltou a reduzir a previsão de entrega de vacinas contra a covid-19. De acordo com cronograma divulgado nesta quarta-feira, são esperadas agora 39,9 milhões de doses neste mês, contra 43,8 milhões anunciadas há uma semana.

A queda se soma ao corte de 8,4 milhões de doses feito na semana passada em relação ao boletim divulgado no dia 19 de maio, quando eram esperadas 52,2 milhões de doses para junho. As maiores revisões foram feitas no cronograma da vacina Oxford/AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Fiocruz. O número de entregas para este mês está em 18 milhões de doses, contra 20,9 milhões na semana passada e 34,2 milhões em 19 de maio. Para a Coronavac, produzida em parceria com o Instituto Butantan, a previsão para junho caiu de 6 milhões de doses para 5 milhões de doses, segundo o ministério.

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Essa falta de vacinas ocorre não por falta de recursos para se produzir e distribuir as vacinas, mas porque a saúde é um negócio para um punhado de capitalistas, que especulam para ver quem paga mais pela vacina. É preciso lutar pela vacinação de toda a população já, através da quebra de patentes sem indenização às empresas e com produção sob controle dos trabalhadores, junto com a transferência de tecnologia e avançar para que os laboratórios sejam estatizados e colocados sob controle dos trabalhadores da saúde e pesquisadores.

Veja mais: Com a terceira onda da covid, é preciso lutar pela quebra de patentes e vacina para todos

Nessa política de vacinação a passos lentos, os trabalhadores e o povo pobre continua a ser duramente penalizado pelos critérios de planos de vacinação dos governos. É urgente a unidade da classe trabalhadora, com a força das mulheres, estudantes, negros, da comunidade LGBT por vacinas para todos com a quebra de suas patentes sem indenização à indústria farmacêutica, uma lei que proíba demissões e um auxílio emergencial que corresponda a um salário mínimo. Na CPI da Covid, bolsonaristas, golpistas e militares fingem se estapear, enquanto morremos nas filas de UTI, enquanto não temos vacina. Lutemos pelo Fora Bolsonaro, Mourão e militares, sem nenhuma confiança na CPI do Covid.




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