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Miliciano que planejou ataque contra Talíria Petrone já foi ligado ao assassinato de Marielle Franco

Talíria Petrone (PSOL), deputada Federal, que recentemente recebeu várias ameaças de morte, foi obrigada a deixar o estado por questão de segurança após ficar sabendo de um atentado contra ela estava sendo planejado. O atual paradeiro foi escondido. O plano estava sendo arquitetado pelo miliciano Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho, ligado a milícia, Escritório do Crime. Prestamos solidariedade à deputada.

quinta-feira 12 de novembro| Edição do dia

Foto: Repodução/Facebook.

A deputada sofre ameaças de mortes desde 2016, quando foi eleita vereadora da cidade de Niterói. A situação foi piorando com o passar do tempo, especialmente desde 2018 com o assassinato de Marielle Franco.

A partir de 2018, já como deputada, vinha sendo escoltada pela polícia legislativa. Agora as ameaças estão mais ganhando mais corpo, com um plano feito por Edmilson Menezes, que foi ligado diretamente ao assassinado de Marielle e Anderson em 2018.

Veja mais: Deputada Talíria Petrone (PSOL) envia carta à ONU sobre ameaças de morte e silêncio do governo

A Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) da Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito no mês passado para investigar o planejamento do atentado. Conseguiram uma busca e apreensão em uma unidade prisional e apreenderam um celular, que esperam ordem judicial para a quebra de sigilo.

As informações sobre o atentado foram recebidas pelo Disque Denúncia. Por serem muito graves, foram relatadas para a deputada. Apesar do Macaquinho ter sido ligado ao caso Marielle, descartaram a hipótese de ele ter sido o assassino, porém não é detalhe que figuras políticas da esquerda sejam perseguida pela milícia.

Veja o manifesto internacional contra a violência política e em defesa de Talíria, que nós do MRT também assinamos:
https://www.taliriapetrone.com.br/manifesto-internacional

Prestamos toda solidariedade à companheira. É inadmissível o que acontece no país do golpe institucional, onde Marielle foi assassinada e militantes dos direitos humanos são perseguidos e assassinados. Uma deputada eleita agora tem que sair do seu local de moradia para se proteger de um atentado contra sua vida. Nos colocamos em luta contra qualquer ameaça aos militantes e parlamentares da esquerda, aos sindicatos e aos movimentos sociais.




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