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Milhares saem às ruas após decisão em caso de Breonna Taylor em Louisville

Ontem (23), milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a Justiça de Louisville, que se limitou a acusar de forma indireta apenas um dos policiais envolvidos no tiroteio que causou a morte da enfermeira negra Breonna Taylor

quinta-feira 24 de setembro| Edição do dia

(Foto: Brandon Bell / AFP / CP)

Um júri de Kentucky, estado no qual fica a cidade de Louisville, decidiu não acusar nenhum policial pelo assassinato de Breonna. A enfermeira foi morta por policiais em seu apartamento, enquanto estes estavam ali em uma ação de busca de drogas, no caso nenhuma droga foi encontrada no local.

A justiça se limitou a apenas formalizar acusação contra o policial Brett Hankison. Este responderá por colocar a vizinhança em perigo e agir com indiferença ao disparar em casas vizinhas à de Taylor. O que significa que nem Brett, nem nenhum dos seus colegas responderá pela morte de Breonna.

Este policial foi demitido da polícia em 23 de junho, mais de 3 meses depois do assassinato da enfermeira e só ocorrendo pela explosão dos protestos do Black Lives Matter. A prefeitura de Louisville já havia declarado estado de emergência antes mesmo da promotoria apresentar as acusações, por que já previam manifestações.

Na ocasião, Hankinson foi demitido por “mostrar extrema indiferença ao valor da vida humana ao disparar cega e arbitrariamente contra vizinhos”. Mas os disparos que atingiram Taylor não foram feitos por ele, mas por outros policiais que não foram sequer acusados.

Segundo a imprensa local, Hankison apresentou-se em uma prisão da região e, em seguida, foi colocado em liberdade, após o pagamento de uma fiança de US$ 15 mil, quantia bem menor do que em casos semelhantes. Ele pode ser condenado a até 15 anos de prisão.

Os dois colegas de Hankison, Jonathan Mattingly e Myles Cosgrove, que foram destituídos em junho, foram liberados, porque o tribunal considerou que eles agiram em legítima defesa. Isto porque quando os policiais entraram com um mandado especial, vestidos à paisana, na ação de busca de drogas, seu namorado atirou contra eles porque, segundo ele, pensou que eram ladrões. Os policiais, que não estavam com a câmera reguladora ativada, dispararam várias vezes contra a enfermeira.




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