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Luta antirracista | Milhares de pessoas tomaram às ruas do país nesse 20N

Do Norte a Sul do país, milhares de pessoas estiveram nas ruas protestando contra o racismo e mostrando indignação pela situação caótica do país, sobretudo para as massas negras.

domingo 21 de novembro | Edição do dia

Foto: Nelson Almeida/AFP/CP

Em todo o Brasil, milhares de pessoas foram às ruas nesse 20N, dia da Consciência Negra, se manifestar contra o racismo e suas diversas expressões, dentre elas, a fome, a violência policial, o desemprego e a miséria capitalista imposta sobretudo às famílias negras.

Os atos de hoje que ocorrerão na maioria das capitais do país e em várias outras cidades, mostram uma importante disposição de luta de uma vanguarda de negros, jovens e trabalhadores que querem tomar seu futuro em suas mãos.

A expressão dessa força nas ruas, poderia ser muito maior, se não fosse a política das centrais sindicais que seguem dividindo e isolando nossas lutas, separando a luta dos trabalhadores em cada local de trabalho da luta dos negros, das mulheres, da juventude e LGBTs, e separando também, da luta política contra esse governo racista de extrema-direita, de Bolsonaro e Mourão.

O cancelamento dos atos nacionais pelo Fora Bolsonaro, não resultou em uma forte construção dos atos do 20N pelas centrais sindicais, diminuindo assim o potencial de cada mobilização e se negando a organizar os trabalhadores e dar vazão a toda indignação sentida frente à carestia de vida, a perda salarial, a fila dos ossos e do lixo, as chacinas e um longo etc de mazelas sociais criadas por esse sistema racista e capitalista.

Essa escolha das centrais está intrinsicamente ligada à escolha de apostar tudo nas eleições de 2022, enquanto o povo negro, os trabalhadores e a população pobre têm urgência de um plano de lutas sério que permita a classe trabalhadora entrar em cena para arrancar seus direitos e se enfrentar não só com o governo Bolsonaro e Mourão, mas com todo esse regime do golpe que só oferece miséria para a grande maioria da população.

Para que nenhum negro, nenhum trabalhador, viva uma realidade em que os seus familiares sejam assassinados, sejam relegados ao trabalho precário e à fome, nós do MRT e do Esquerda Diário lutamos por um governo de trabalhadores em ruptura com o capitalismo. Mas, frente às crises sociais, econômica e sanitária que se instalou e as drásticas consequências na vida da população, acompanhamos os que ainda tem ilusões nessa democracia dos ricos a lutar por uma demanda que busque levar essa experiência até as últimas consequências. Como dizemos em nosso Editorial "eleger representantes da população por sufrágio universal e dissolver todas as instituições atuais, debatendo os grandes problemas do país sem nenhum limite das instituições reacionárias desse regime podre. Para implementar o que essa Assembleia discutisse certamente as massas exploradas vão precisar se enfrentar com a reação do estado capitalista, avançando em sua auto-organização".

Foi com essas perspectiva, e gritando a plenos pulmões: Chega de chacinas, fila do osso e precarização, que fomos às ruas nesse 20N com o Quilombo Vermelho. Batalhando por liberdade e para abrir caminhos para a luta da nossa classe. Façamos Palmares de novo!




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