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OFENSIVA SIONISTA NA PALESTINA | Milhares de palestinos se mobilizaram na Cisjordânia contra a ofensiva colonialista de Israel

Seguem os protestos de palestinos contra a ocupação de colonos israelenses no assentamento de Eviatar, na Cisjordânia ocupada. O exército israelense ataca os manifestantes reprimindo os protestos que não param de crescer no último mês.

terça-feira 29 de junho | Edição do dia

Imagem: EPA (European Pressphoto Agency)

Protestos nas localidades de Beita e Beit Dajan na Cisjordânia ocupada, onde tem crescido as ocupações de colonos israelenses, foram duramente reprimidas pelo exército israelense. A organização humanitária Meia Lua Vermelha informou que são pelo menos 4 feridos por munição letal e outros 69 foram feridos por balas de borracha e dezenas de bombas de gás lacrimogêneo. E, até o momento, já são pelo menos 5 mortos, sendo dois adolescentes de 15 e 16 anos.

Ao mesmo tempo, seguem os ataques do Estado de Israel contra os palestinos, no bairro de Sheik Jarrah, na Jerusalém oriental, por parte dos colonos e o exército israelenses. O local foi o foco da ofensiva isralense que em maio deixou 253 palestinos mortos (66 crianças) e mais de 2 mil feridos.

Na última semana tem sido cada vez mais massiva marchas noturnas com tochas, em que participam a cada dia mais e mais palestinos, contra a ofensiva de colonos israelenses no assentamento Eviatar na Cisjordânia.

A região de Eviatar tem uma ordem de evacuação expedida ainda durante o governo de Benjamim Netanyahu e que havia sido adiada, mas é provavel que ainda seja imposta ainda no curso desta semana, quando o novo primeiro ministro, Naftali Benet, a ratifique.

O exército israelense proibiu o acesso à região aos residentes palestinos, mas se trata de um território que pertenceu historicamente às aldeias palestinas adjacentes de Beita, Kablan e Yitma.

A situação de Beita na Cisjordânia ocupada vem sofrendo despejos, perseguições e repressão contra os palestinos assim como seguem as expulsões de palestinos no bairro de Sheik Jarrah em Jerusalém, que vem gerando mobilizações cada vez maiores em rechaço ao colonialismo e à violência praticada pelos colonos com o apoio do próprio exército israelense.

O novo governo israelense aprovou na última quarta, 23, planos para a construção de edifícios públicos e indústrias, ocupando ainda mais os territórios onde vivem os palestinos, a quem querem obrigar a demolir seus próprios lares para levar adiante esse plano.

Segundo denúncia no twitter:

19 famílias receberam ordem para demolir suas próprias casas no dia de hoje e, se não o fizerem, as autoridades colonialistas isralenses o farão. As famílias palestinas rechaçaram a ordem, atentos aos próximos dias, em que uma limpeza étnica em forma de demolição de residências pode ocorrer, despejando centenas de palestinos. #SaveSilwan

Os ataques e a perseguição ao povo palestino não cessam desde o início do novo governo de Benet, deixando claro que a opressão aos palestinos e a limpeza étnica é uma política permanente do Estado de Israel.




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