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1º DE MAIO INTERNACIONALISTA DA FRAÇÃO TROTSKISTA | México: "As transnacionais tem passagem livre para superexplorar milhões nas maquiladoras e roubar nossos recursos naturais"

Confira a intervenção de Flora Aco, do México, no Primeiro de Maio Internacionalista da Fração Trotskista - Quarta Internacional. Flora é militante do Movimento dos Trabalhadores Socialistas (MTS).

sábado 1º de maio | Edição do dia

Flora Aco é jovem operária estatal reintegrada, encabeçou a campanha eleitoral da Frente de Esquerda Anti-Capitalista na Cidade do México. É militante do Movimento dos Trabalhadores Socialistas (MTS), partido irmão do MRT e parte da Fração Trotskista - Quarta Internacional.

Confira a fala dela no Ato Internacionalista de 1º de Maio:

"Neste primeiro de maio e no manifesto que estamos apresentando, levantamos as bandeiras do internacionalismo e do anti-imperialismo da classe trabalhadora e dos povos oprimidos, diante da crise e da catástrofe para onde o capitalismo leva a humanidade.

No México, denunciamos as políticas anti-imigrantes do governo dos Estados Unidos. Biden, apesar de suas promessas, essencialmente continua com a política levantada pelo racista Trump.

O muro na fronteira está mantido; dezenas de milhares de meninas e meninos, separados de suas famílias, são encarcerados em condições desumanas e centenas de milhares de mexicanos e centro-americanos são deportados todos os meses.

A viagem que os migrantes realizam é o resultado dos planos imperialistas na região. Como nós do Pão e Rosas dizemos, são as mulheres quem enfrentam as piores condições nessa travessia.

Para os que conseguem escapar das patrulhas da fronteira, o chamado “sonho americano” é convertido em trabalhar na ilegalidade, com salários miseráveis e sem direitos. As e os migrantes são parte fundamental dos trabalhadores essenciais, junto aos seus irmãos afro-americanos, enfrentam a exploração, o racismo e a xenofobia.

Mas quem tem sim passagem livre são as transnacionais, para superexplorar milhões de trabalhadores nas maquiladoras e roubar nossos recursos naturais.

Nosso internacionalismo e anti-imperialismo combate a cumplicidade dos governos que sustentam os efeitos das políticas de saque e pagam a dívida externa.

Como o [governo] de López Obrador, que apesar do discurso progressista aciona a Guarda Nacional contra os migrantes.

Isso enquanto deixa passar os ataques da patronal ou os aplica mediante a chamada austeridade republicana, que é enfrentada por setores de trabalhadores como os da educação.

Mesmo com mais de 200 mil mortos pela pandemia, impulsiona o retorno às aulas presenciais, sem as condições seguras e necessárias para evitar os contágios

A classe trabalhadora de ambos lados da fronteira deve encabeçar a luta contra as políticas xenófobas, pelo trânsito livre e por direitos plenos para as pessoas migrantes.

Assim como o não pagamento da dívida e o fim da militarização, como parte da luta contra o imperialismo em toda América Latina e Caribe.

A classe operária multiétnica e a juventude estadounidense, os trabalhadores mexicanos e centroamericanos, assim como os milhões de migrantes, temos o mesmo inimigo: o imperialismo e seus governos serviçais.

E a mesma necessidade: acabar com este sistema de exploração e opressão.

A classe operária é uma e não tem fronteiras! Viva o internacionalismo das e dos trabalhadores!"

Leia aqui o Manifesto internacional O desastre capitalista e a luta por uma Internacional da Revolução Socialista




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