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SOLIDARIEDADE

Metroviários de SP repudiam reacionário golpe na Bolívia

Nota do sindicato dos Metroviários de São Paulo repudia o reacionário e racista golpe na Bolívia.

quarta-feira 13 de novembro| Edição do dia

Em assembleia realizada no dia de ontem 12/11, os metroviários da cidade de São Paulo divulgaram um posicionamento da categoria manifestando seu repúdio ao golpe na Bolívia, que classificaram como um um "golpe de Estado de caráter militar, reacionário e racista". Também denunciaram os ataques cometidos por forças paramilitares a mando da direita golpista contra sedes das organizações indígenas e de organizações dos movimentos sociais.

Acompanhe aqui no Esquerda Diário mais informações sobre o golpe na Bolívia.

Veja mais: Golpe na Bolívia: em uma manobra da oposição, Jeanine Añez se proclama presidente provisória

Confira a íntegra da nota do sindicato:

REPUDIAMOS O GOLPE DE ESTADO NA BOLÍVIA!

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou sua renúncia neste domingo (10/11). Morales havia anunciado pela manhã a convocação de novas eleições presidenciais no país, mas a oposição rejeitou e partiu em ofensiva comandada por militares.

O que de fato ocorreu foi um golpe de Estado de caráter militar, reacionário e racista, como demonstram os ataques às sedes das organizações indígenas e de organizações dos movimentos sociais. Sindicatos também foram atacados por forças paramilitares.

A elite boliviana provocou o golpe, usando a grande mídia contra o governo eleito. O motim dos policiais e a “sugestão de renúncia”, feita em rede nacional pelo chefe das Forças Armadas, foram decisivos para o desfecho golpista.

A mídia internacional divulga uma versão completamente equivocada da crise. Não está denunciando o conteúdo racial e religioso das perseguições contra os indígenas. As ações violentas promovidas por grupos de extrema-direita, liderados por Fernando Camacho (um dos comandantes do golpe), incluem agressões, linchamentos, queima de residências e depredações.

Se algo parecido ocorresse no Brasil, muitas organizações dos trabalhadores estariam ameaçadas, como o nosso Sindicato. Por isso, achamos importante um posicionamento claro contra esse golpe e a nossa manifestação de solidariedade ao povo boliviano.




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