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Metroviários-SP podem entrar em greve dia 12/05 diante de enorme ataque de Doria

Metroviários de SP realizaram assembleia nesta terça (04) após anúncio de fortes ataques por parte do Metrô e de Doria em meio à pandemia. A votação online irá durar 24h e se encerra no fim da tarde desta quarta (05). É preciso construir uma forte greve no dia 12, desde a base e em aliança com a população.

quarta-feira 5 de maio| Edição do dia

O Metrô e Doria provaram que querem vir com tudo pra cima de nós com esse enorme ataque aos nossos direitos, cortes dos adicionais, de novo aumentando desconto por usar o plano de saúde em meio à pandemia, e com a absurda ordem de despejo da nossa sede do sindicato! Precisamos responder à altura desse ataque!

Atacam quem está na linha de frente, trabalhando todos os dias, se contaminando, perdendo colegas que morrem, transportando a população que sofre com o transporte lotado e a falta de segurança sanitária, enquanto o negacionismo do Bolsonaro e a demagogia do Doria matam milhares todos os dias.

Tudo isso para seguir enriquecendo empresários como os da CCR, que receberam 1 bilhão do Estado mês passado.

É preciso construir uma forte greve para o dia 12, fortalecendo o uso dos coletes nas áreas, generalizando o exemplo de mobilização que as e os companheiros da manutenção deram hoje! Precisamos de organização de base, por isso propomos que o sindicato convoque setoriais em TODAS as áreas, chamando a participação dos e das trabalhadoras.

Veja as falas de Fernanda Peluci, diretora do sindicato dos metroviários pela Chapa 4 Nossa Classe, e Tamiris na assembleia:

Defendemos que o ato proposto para o dia 11 seja chamando toda a categoria, para fazermos o ato mais forte possível, e defendendo com centralidade a vacinação para toda a população, com a quebra das patentes, para dialogar com a população, nesse dia em que o Baldy vai fazer propaganda da vacinação de parte dos metroviários.

E se o Metrô de SP insiste que a gente apresente uma contra-proposta, propomos que seja: Que cortem os supersalários do Metrô e os subsídios dos empresários das linhas privadas e garantam subsídios para o Metrô estatal, mantendo os direitos dos trabalhadores e garantindo transporte com mais segurança pra população!

Votar por assembleias democráticas!

Precisamos de assembleias democráticas onde todos possam falar e fazer propostas, e que estas sejam colocadas em votação para as e os trabalhadores decidirem. A companheira Fernanda, da Chapa 4 - Nossa Classe, estava defendendo isso na última assembleia quando foi chamada de mentirosa. Isso é um absurdo. Infelizmente a maioria da diretoria votou contra dar direito de resposta a ela.

A abertura de inscrições nessa assembleia foi uma conquista dessa batalha, mas organizaram de um jeito que as outras três chapas tem fala garantida no começo, e só a Chapa 4 não, restringindo o direito de expressão da minoria. Não havendo tempo para todos os inscritos falarem, propomos que a diretoria comece com uma fala de cada chapa, com tratamento igual para as quatro chapas, e depois que as inscrições sejam pra base falar, para os trabalhadores que não estão na diretoria. Assim vamos escutar mais a base, envolver mais os e as trabalhadoras, e fortalecer nossa luta! E as propostas precisam ser colocadas em votação! Todas as propostas que apresentamos aqui foram defendidas na assembleia, e a maioria não foi colocada em votação.

Unificar as lutas!

Um dos sindicatos da CPTM tem indicativo de greve para o dia 13, então propomos que nosso sindicato chame os ferroviários a unificar a luta, no nosso ato e unificando a greve conosco, e chamar um um comitê de luta unificado com representantes eleitos nas bases, para ser um ponto de apoio para organização dos trabalhadores contra a paralisia da burocracia sindical.

Viva a luta do povo colombiano! Basta de repressão!

Por fim, propomos que nosso sindicato chame a solidariedade ativa com a importantíssima rebelião na Colômbia contra o governo do Duque, aliado do Bolsonaro, contra a repressão brutal da polícia, que já fez mais de mil vítimas, incluindo dezenas de vítimas fatais, participando do ato chamado pela CSP-Conlutas no dia 6, às 10h, em frente ao consulado da Colômbia.




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