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Metrô de SP | Metroviários-SP: confiar em nossa força e na unidade dos trabalhadores para defender nossos direitos

As metroviárias e metroviários de SP estão em campanha salarial neste mês de maio, e estão trabalhando massivamente de coletes pretos exigindo mais contratação para melhor atender a população, contra o desemprego em massa, denunciando a privatização (que vêm prejudicando muito a população nas linhas 8 e 9 da CPTM privatizada), e em defesa do salário igual para trabalho igual, uma vez que a disparidade de salário na mesma função na empresa chega a impor que os metroviários tenham diferença salarial entre si na mesma função de até 40% a menos. Sem falar na enorme diferença salarial entre efetivos e terceirizados, estes que muitas vezes não recebem nem um salário mínimo.

Fernanda PeluciDiretora do Sindicato dos Metroviários de SP e militante do Mov. Nossa Classe

Rodrigo Tufãodiretor do sindicato das Metroviárias e Metroviários de SP e do Movimento Nossa Classe

segunda-feira 9 de maio | Edição do dia

O governo paulista, agora representado por Rodrigo Garcia, segue a política de Doria e do PSDB com privatizações e precarização dos serviços prestados à população. Há falta de funcionários muito grande no Metrô, calote de 3 anos nas progressões salariais, terceirizações, máquinas de bilhetes que não funcionam, passagens caras, são algumas das atribuições do governo tucano para os metroviários e a população.

Nós da Chapa 4 - Nossa Classe, que compomos a diretoria colegiada do sindicato como minoria, defendemos na última assembléia da categoria um indicativo de greve para o dia 12/05, junto a aos companheiros da CST, que compõe a Alternativa/Chapa 2, pois a empresa já demonstrou que não quer negociar temas fundamentais, e adiou reuniões para tentar desgastar a categoria.

A intenção da empresa é reduzir as negociações apenas ao índice de reajuste salarial, ignorando as demais pautas dos metroviários, como os STEPS, isonomia salarial, além das demais pautas que mencionamos. Assim, a empresa e o governo nos concedem uma parcial reposição da inflação do último ano com uma mão, na tentativa de evitar que os trabalhadores saiam em luta e que a candidatura do PSDB seja desgastada, e com a outra mão segue precarizando o metrô e as condições de trabalho, deixando cada vez mais abertas às condições para seguir privatizando.

Veja intervenção de Felipe Guarnieri na última assembleia dos metroviários:

Defendemos essa proposta pois os três coordenadores do nosso sindicato (PC do B/Chapa 1, PSTU/Chapa 2 e Resistência-PSOL/Chapa 3) estavam com uma posição vacilante em relação a marcar um indicativo de greve frente aos boicotes da empresa. Inclusive nos propusemos a unificar com a data de indicativo de greve para o dia 18 caso os coordenadores deixassem claro que essa também era a proposta que estavam apresentando à categoria, uma vez que a proposta deles era deliberar sobre o indicativo de greve somente na próxima assembleia.

Também defendemos a unidade entre efetivos e terceirizados, para que todos os funcionários terceirizados tenham os mesmos direitos de um metroviário efetivo, sendo incorporados ao quadro efetivo da empresa, assim como votamos nas resoluções do nosso último congresso da categoria, para acabar com a farra dos empresários que ganham licitações para prestarem serviço no Metrô, recebendo milhões do governo, enquanto super exploram o trabalho, com salários baixos, atraso nos pagamentos, jornadas altíssimas e precarizando o atendimento à população.

O resultado da votação da assembleia, então, foi de aprovação do indicativo de greve para dia 18 com 753 votos, 400 votos para indicativo dia 12, e 49 abstenções, mostrando disposição de luta dos metroviários.

Precisamos confiar apenas na força da nossa mobilização para reverter esse quadro de ataques aos nossos direitos e conquistar nossas reivindicações. Nossa luta precisa ser independente. Inclusive para manter nosso Acordo Coletivo, que a empresa continua tentando derrubar no TST, não podemos ter ilusões na justiça, que legitima a precarização do trabalho e agora esteve ao lado do governo de Minas Gerais para suspender o reajuste salarial dos professores, conquistado a partir de uma forte greve em todo o estado.

Diversas categorias saíram em luta nos últimos meses, diante do encolhimento extremo dos salários e alta dos preços de tudo, reivindicando melhorias salariais e econômicas. Não puderam contar com nenhuma política de unificação pelas centrais sindicais como CUT e CTB (que compõem a chapa 1 do sindicato), que isolaram cada categoria enfrentando sozinha seu próprio patrão, sem ter um movimento unitário nacionalmente, o que fortaleceria muito a mobilização em cada local de trabalho do país.

A carestia de vida é sentida de forma violenta pela população no governo reacionário de Bolsonaro. A inflação, desemprego e a fome estão presentes na vida de amplos setores dos brasileiros. Não à toa, os trabalhadores estão mostrando disposição de luta para terem a reposição de sua renda engolida pela inflação, assim como mostram os metalúrgicos da CSN de Volta Redonda. É fundamental a unidade de todas as lutas, levantar um grande movimento nacional contra a carestia de vida e o desemprego, que coloque na ordem do dia a necessidade de se revogar as reformas anti populares aplicadas nos governos golpistas de Temer e Bolsonaro, como a trabalhista e a da previdência, assim como todas as privatizações.

Temos que encarar a nossa mobilização na campanha salarial como parte de nos unirmos com essas lutas e batalharmos pela unidade da nossa classe, contra os ataques que estão impondo precarização, desemprego e fome. Infelizmente as maiores centrais sindicais do país buscam canalizar todo o legítimo descontentamento dos trabalhadores para as eleições, como se fosse a única alternativa possível para derrotar Bolsonaro e a direita. Transformaram o 1 de Maio em palanque eleitoral, dizendo para os trabalhadores que a única saída é eleger Lula e Alckmin, espancador de professores e que demitiu os metroviários em 2014, com o PT perdoando e se aliando aos golpistas da direita tradicional. Mostra sua face da conciliação de classes de forma ainda mais evidente, prometendo aos empresários que colocará o Alckmin para mediar seus interesses junto às centrais sindicais, reformulando uma nova reforma trabalhista que preservará o essencial dos ataques aos nossos direitos.

Nossa campanha salarial não pode ficar subordinada a essa política eleitoral de conciliação como querem impor as burocracias sindicais. Chamamos a esquerda de nosso sindicato a defender a construção de uma forte mobilização em nossa categoria, desde a base, para conquistarmos nossos direitos, chamando a unificação com todas as categorias que estiverem em luta, como a CSN!

Metroviarios de SP mandam mensagem de apoio a luta dos trabalhadores CSN de Volta Redonda:




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