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METRÔ | Metrô de SP pede ao TST corte de salário e de todos os direitos dos metroviários

Metrô de SP entrou com recurso no TST para tentar cassar os direitos que a categoria conquistou com uma forte greve em maio. E, com apoio da justiça, tenta reintegrar a sede de nosso sindicato com uso de força policial. Nós da chapa 4 Nossa Classe defendemos uma assembleia urgente para decidirmos por um indicativo de greve e um plano de mobilização para barrar esse ataque aos nossos direitos e de nossa sede.

sábado 7 de agosto | Edição do dia

O metrô de São Paulo entrou com recurso suspensivo no TST exigindo imediatamente a suspensão de todos os pontos da decisão do TRT-SP conquistados a partir da forte greve de maio. O pedido da empresa é de reajuste zero, sem nenhum acordo coletivo, mantendo somente o que é garantido pela CLT. O metrô e Dória querem atacar fortemente essa categoria que têm trabalhado durante a pandemia toda, expondo sua saúde e seus familiares para garantir o transporte da população e o funcionamento da cidade de SP, com dezenas de mortos e mais de dois mil contaminados.

Esse recurso que retira todos os direitos da categoria metroviária vem acompanhado do ataque à sede do sindicato com a liminar de reintegração de posse que exige a expulsão do sindicato da sede que é um ataque ao direito de organização sindical dos trabalhadores e um atitude arbitrária e autoritária por parte do governo Doria e da Justiça assim como foi a prisão arbitrária do companheiro Galo, preso e perseguido politicamente em decorrência do incêndio na estátua do Borba Gato, um símbolo da escravidão e do genocídio negro e indígena no nosso país.

Frente a esses ataques, é urgente que o sindicato convoque uma assembleia para construir a mobilização e preparar a greve porque está claro que só com a mobilização dos trabalhadores em aliança com a população é possível barrar esses ataques.

Não podemos ter nenhuma confiança na justiça que é a mesma que expediu o mandado de reintegração de posse da nossa sede e a mesma que cortou direitos de diversas categorias no último período. Não podemos aguardar a decisão do TST para nos mobilizarmos pois nos colocaria no cenário desfavorável de estarmos em greve contra o TST. Estrategicamente é muito mais favorável a nós fortalecer a mobilização e preparar a greve para já, e impor com a força de nossa paralisação que o metrô retire o recurso e respeite a decisão do TRT-SP e desista de retirar a sede do nosso sindicato.




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