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METRÔ SP | Metrô ameaça cortar direitos novamente e tomar a sede do sindicato. Mobilização já!

Nesta segunda, dia 21 de Junho, o metrô de SP enviou um comunicado a todos os trabalhadores que começa dizendo que irá cumprir a decisão judicial proferida pelo TRT garantindo parcialmente os direitos dos trabalhadores e reposição de parte da inflação, porém segue atacando nossos direitos, e termina o mesmo comunicado dizendo que o pagamento do mês vigente seguirá os moldes do anterior, ou seja, os trabalhadores seguirão com seus benefícios cortados e salários reduzidos. E no dia 22 entrou com "Embargos de declaração" no tribunal, pedindo esclarecimentos da sentença, pedindo a suspensão do reajuste até que o tribunal de manifeste, e já dizendo explicitamente que vai entrar com recurso contra a decisão do tribunal. Portanto, não podemos ter nenhuma confiança quando a empresa diz que "vai cumprir a decisão". É fundamental aprofundarmos a mobilização agora, pois só assim podemos impor ao Metrô que pague já os direitos nos quais está dando calote, que não recorra e acate a decisão do TRT, e também defender a sede do nosso sindicato e o nosso direito de organização sindical, tudo como uma mesma luta.

Fernanda PeluciDiretora do Sindicato dos Metroviários de SP e militante do Mov. Nossa Classe

Larissa RibeiroMetroviária de SP e e militante do Mov. Nossa Classe e Pão e Rosas

quarta-feira 23 de junho | Edição do dia

Nos últimos meses, os metroviários de SP enfrentaram duros ataques e ameaças de retirada de direitos pelo intransigente governo Dória e pela direção da empresa. Mesmo trabalhando durante toda a pandemia, com mais de 1600 trabalhadores infectados e dezenas deles mortos, Dória e Metrô não apenas ameaçaram cortar direitos, como também realizaram pagamentos cortando todos os benefícios, incluindo o adicional noturno, o auxílio transporte, e até auxílio creche e auxílio para pais de crianças com deficiência, deixando até essas crianças desamparadas - e agora está dizendo que vai continuar fazendo esses cortes, dando calote, apesar de uma decisão judicial determinando o pagamento desses direitos.

Como se não bastassem os ataques já mencionados, o terreno onde fica localizada a sede do Sindicato dos Metroviários de SP, na zona leste, foi leiloado no último dia 28 de Maio, um outro duro golpe ao direito de organização dos trabalhadores. Nossa categoria enfrentou um conjunto de ataques, desde o acordo coletivo até a tentativa de retirada de direitos em meio à pandemia e a tomada de nossa sede sindical.

A decisão do TRT foi uma conquista que se deu mediante a forte mobilização da categoria através dos atos de rua e também com a forte greve do dia 19 de Maio, e tudo isso apesar do corporativismo da maioria da diretoria de seu sindicato. Em especial a CTB (Chapa 1) chegou a dizer que a população tem inveja das conquistas dos metroviários e que, por isso, era contra a nossa greve. É fundamental coordenar e unificar as lutas assim como a solidariedade de classe, ainda mais se tratando de uma luta com o alcance e a repercussão desse conflito no metrô, em que a vitória fortalece toda a nossa classe, e uma derrota pode ser usada para atacar ainda mais todos os trabalhadores. Essa luta, inclusive, poderia ter tido mais força e ido mais além, se as centrais sindicais e a esquerda tivessem colocado todo o seu aparato para fortalecê-la.

Por fim, de um lado, a força da mobilização da categoria conseguiu conquistas junto ao TRT e rechaçou a posição da Chapa 1 (CUT/CTB), de aceitar o acordo da empresa que iria aceitar a derrota e entregar os nossos direitos por não confiar na força da nossa luta. Isso depois de já ter defendido encerrar a nossa greve no dia 19 quando tínhamos muita força e apoio da população, e daquela vez juntos também com a Chapa 3 e a maioria da Chapa 2, o que foi um erro grave (como debatemos aqui, sobre as conclusões estratégicas da nossa luta.

Por outro, não se pode confiar nesse governo e nessa empresa que estão determinados a nos atacar, assim como não confiar na justiça que só nos concedeu parte das reivindicações porque estávamos mobilizados, mas não está fazendo nada enquanto o metrô nos dá um calote e ameaça entrar com recurso para reverter a decisão e conseguir, com ajuda do mesmo judiciário, retirar nossos direitos. É hora de reforçar os métodos de mobilização, com setoriais, assembleias que precisam ser democráticas e o uso dos coletes. E reabrir a discussão sobre um novo indicativo de greve, pois está se aproximando o dia 30, do pagamento, e o metrô está dizendo abertamente que vai continuar cortando todos os nossos direitos. Não podemos aceitar. Nem temos porque esperar o metrô recorrer, afinal agora já estamos sofrendo esse corte, e é o momento mais vantajoso para aproveitar que nossa luta vai aparecer exigindo nada mais do que o cumprimento de um decisão que está vigente.

Nós da Chapa 4 - Nossa Classe chamamos o restante da diretoria a não esperar nem confiar na justiça e construir em unidade a mobilização com essa perspectiva. E chamamos toda a categoria e demais entidades sindicais, estudantis e movimentos sociais a participar do ato de hoje, 23, em defesa da sede do Sindicato dos Metroviários às 17h na estação Tatuapé. A defesa de nossa sede precisa ser parte de uma só luta, para que o metrô não recorra ao TST, e exigindo desde já o pagamento total de nossos salários e direitos.




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